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Prejuízo do setor de alumínio pode chegar a 1,15 bilhão de reais com tarifaço de 50%

Ordem assinada por Trump nesta quinta-feira, 30, contempla algumas exceções para o setor de alumínio, mas insuficientes para evitar perdas relevantes

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2025, 16h21 • Atualizado em 31 jul 2025, 17h28
  • O setor de alumínio calcula que pode sofrer um prejuízo de até 1,15 bilhão de reais neste ano, devido ao tarifaço de 50% confirmado nesta quinta-feira, 30, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde o retorno do republicano à Casa Branca em janeiro, o setor tem enfrentado barreiras tarifárias cada vez maiores. Até 12 de março, os produtos eram taxados pela alfândega americana em 10%. Daquela data até 3 de junho, a tarifa subiu para 25%.

    Agora, a ordem executiva assinada ontem por Trump significará apenas um “alívio parcial”, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). O primeiro motivo é que a sobretaxa de 50% não será cumulativa, isto é, não será somada à tarifa de 25% imposta em março. O segundo fator é que itens importantes da pauta bilateral, como a alumina, foram contemplados na lista de exceções que beneficiará 694 produtos brasileiros.

    Mas artigos relevantes ficaram de fora e serão, portanto, taxados em 50%. É o caso das exportações de bauxita, hidróxido de alumínio, óxido de alumínio e cimento aluminoso. No ano passado, as vendas para os Estados Unidos somaram 773 milhões de dólares, o equivalente a 14% do total exportado pelo setor. Segundo a Abal, cerca de um terço desse montante estará sujeito à sobretaxa de 50% a partir de agosto. “Isso tornará inviável o acesso de vários produtos ao mercado americano”, diz a entidade em nota divulgada hoje, 31.

    Os produtores alertam que os prejuízos já foram sentidos no primeiro semestre, quando as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 28% na comparação com o mesmo período do ano passado. A diferença equivale a uma perda de 46 milhões de dólares, ou cerca de 350 milhões de reais.

    A Abal acrescenta que a situação cria o risco de uma ruptura sistêmica na cadeia produtiva global de alumínio, pois mesmo itens que não serão sobretaxados sentirão os impactos diretos e indiretos da tarifa sobre insumos e outras etapas de produção.

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