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Produção industrial cresce 13,1% em junho, após queda em maio

Aumento foi o maior da série histórica iniciada em 2002, segundo IBGE

Por Patrícia Basilio 2 ago 2018, 10h04 • Atualizado em 2 ago 2018, 11h11
  • A produção industrial avançou 13,1% em junho em relação a maio, na série com ajuste sazonal, eliminando as perdas de 11,0% provocadas pela greve dos caminhoneiros. A alta foi a maior da série histórica iniciada em 2002, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Em relação a junho de 2017, a indústria cresceu 3,5%. No acumulado em 12 meses, a alta é de 3,2%, ante 3% no total de 12 meses até maio, indicando que o setor está em caminho de recuperação.

    O ritmo, contudo, está abaixo do registrado nos 12 meses encerrados em abril, quando o segmento teve avanço de 3,9%.

    Segundo o IBGE, os índices foram positivos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2018 — quando a alta foi de 1,7% –, como para o acumulado do ano, período em que o indicador atingiu 2,3%. 

    De acordo com André Macedo, gerente da pesquisa, junho foi um mês de recuperação das perdas de maio (marcado pela greve dos caminhoneiros) e das acumuladas no ano. “Tivemos um bom resultado, mas ainda há um importante passivo a ser restaurado. Ainda estamos 13,7% abaixo de nosso maior patamar, atingido em maio de 2011”, explica ele.

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    Diferença por Categoria

    O avanço da produção industrial de maio para junho reflete o crescimento de 22 das 26 categorias pesquisadas pela IBGE. As principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (47,1%) e produtos alimentícios (19,4%).

    Também contribuíram para a recuperação da indústria os segmentos de bebidas (33,6%), celulose, papel e produtos de papel (17,9%), produtos de metal (11,1%), móveis (28,5%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (19,0%),  confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,1%), entre outros.

    “A recuperação do setor de automóveis é importante porque tem correlação direta com outros segmentos, como borracha e plástico e materiais elétricos. O setor de consumo duráveis, por exemplo, teve grande avanço devido ao segmento automobilístico”, afirma o gerente da pesquisa.

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    Por outro lado, a atividade que mais registrou queda na produção foi equipamentos de transporte (-10,7%), com a segunda taxa negativa consecutiva. Segundo o IBGE, os resquícios da greve dos caminhoneiros e as férias coletivas em montadoras justificam o resultado.

    Variação Semestral

    No acumulado do semestre de 2018, em relação a igual período do ano passado, a indústria cresceu 2,3%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas: 45 dos 79 grupos e 49,6% dos 805 produtos pesquisados.

    A atividade que exerceu a maior influência positiva foi veículos automotores, reboques e carrocerias (18,3%). Outras contribuições positivas vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,2%), metalurgia (5,8%) e máquinas e equipamentos (4,3%).

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