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Produção industrial perde fôlego e varia 0,1% em abril

Em 12 meses, o crescimento é de 2,4%, mas com perda de ritmo em relação aos meses anteriores

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2025, 09h48 • Atualizado em 3 jun 2025, 09h59
  • A produção industrial brasileira variou 0,1% em abril, no quarto mês seguido de resultado positivo, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 3, pelo IBGE, em linha com as projeções do mercado. Apesar do avanço, o resultado mostra uma perda de fôlego, já que em março o crescimento foi de 1,2%

    Com o avanço, o setor acumula alta de 1,4% no primeiro quadrimestre de 2025. Em 12 meses, o crescimento é de 2,4%, mas com perda de ritmo em relação aos meses anteriores — em março, a taxa havia sido de 3,1%, em fevereiro, de 2,6%, e em janeiro, de 2,9%. Já na comparação com abril de 2024, houve recuo de 0,3%, o que interrompe uma sequência de dez meses consecutivos de alta.

    “Desde dezembro do ano passado, a indústria acumula expansão de 1,5%”, afirma André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal. Apesar do desempenho praticamente estável em abril, ele destaca que houve crescimento em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 25 ramos industriais pesquisados. Ainda segundo o IBGE, a produção industrial já está 3,0% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia, mas segue 14,3% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.

    Setores em alta e em baixa

    Entre as grandes categorias econômicas, os bens de capital cresceram 1,4%, os bens intermediários, 0,7%, e os bens de consumo duráveis, 0,4%. O único recuo foi registrado nos bens de consumo semi e não duráveis, que caíram 1,9%.

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    Entre as atividades, as principais influências positivas vieram das indústrias extrativas, com alta de 1,0%, bebidas, que cresceram 3,6%, veículos automotores, com expansão de 1,0%, e impressão e reprodução de gravações, que avançaram 11,0%. No setor de bebidas, o crescimento foi impulsionado pela maior produção de cerveja, chope e refrigerante.

    Na outra ponta, os maiores recuos vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que caíram 2,5%, e produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 8,5%. Ambos os segmentos devolveram parte dos ganhos observados em março. Também apresentaram retração os setores de celulose e papel, móveis, produtos diversos e materiais elétricos, com quedas entre 1,9% e 3,8%.

    Comportamento anual

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    No comparativo com abril de 2024, 16 das 25 atividades industriais registraram queda. Os setores com maior impacto negativo foram alimentos, com retração de 4,9%, derivados do petróleo, com queda de 2,9%, veículos, que recuaram 3,7%, e indústria farmacêutica, com baixa de 9,0%.

    Entre as nove atividades que avançaram, os destaques ficaram com as indústrias extrativas, que cresceram 10,2%, metalurgia, com alta de 4,4%, e manutenção e reparação de máquinas e equipamentos, que subiram 10,4%.

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