Superquarta mantém investidores à espera de decisões do Fed e do Copom
É provável que a Bolsa tenha uma movimentação reduzida até a definição das taxas nos EUA, diz Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos
A Bolsa brasileira amanheceu nesta quarta-feira, com as atenções voltadas para a superquarta. O Ibovespa operava em leve baixa de 0,04%, reflexo da cautela dos investidores diante da expectativa de duas decisões-chave de política monetária. Às 11h15, o índice Ibovespa operava aos 145.242 pontos e a moeda americana era negociada em queda a 5,29 reais.
“O mercado já trabalha com o consenso de que o Federal Reserve vai cortar os juros em 0,25 ponto percentual, embora haja pressão do presidente Donald Trump por um corte maior”, afirma Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos. Para ele esta é a superquarta mais importante do ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic em 15%, em linha com a sinalização da última ata.
Segundo Trotta, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos deve influenciar o comportamento do mercado no fim do dia. “É provável que a Bolsa tenha uma movimentação reduzida até a definição das taxas, já que a nossa B3 ainda estará aberta quando sair o anúncio do Fed”, explica.
Para Lilian Linhares, sócia e head da Rio Negro Family Office, o movimento global de política monetária é central. “Com essa previsão de corte de juros pelo Fed, passamos a estar diante de um movimento sincronizado de queda de juros em várias outras partes do mundo, o que pode abrir espaço para cortes locais mais adiante”, diz. Mas esse alívio vem também acompanhado de bastante cautela, já que a inflação americana ainda segue elevada em vários segmentos, pondera.
Esse movimento de um ciclo de afrouxamento monetário facilita que mercados emergentes como o Brasil também possam reduzir suas taxas de juros, na sua opinião. “Vimos os mercados de ações globais reagindo de forma positiva, especialmente em setores sensíveis ao custo do capital, como imóveis e tecnologia. E assim aqui, como lá fora, os grandes beneficiados desse movimento podem ser aqueles setores mais endividados no momento”, diz.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:






