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Taxa de desocupação sobe para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro

Pnad Contínua: aumento na desocupação veio levemente abaixo da expectativa do mercado, mas é o segundo consecutivo após o menor nível histórico já registrado

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 27 fev 2025, 10h49 - Publicado em 27 fev 2025, 09h16

A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,5% no trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, segundo a Pnad Contínua divulgada nesta quinta-feira 27 pelo IBGE. O resultado veio ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, que era de 6,6%.

O aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,2%) marca a segunda alta consecutiva, após o menor nível histórico de 6,1%, registrado entre setembro e novembro de 2024.

O número de pessoas desocupadas chegou a 7,2 milhões, um crescimento de 5,3% frente ao trimestre anterior, com 364.000 pessoas a mais sem emprego. Apesar disso, na comparação anual, houve redução de 13,1% no total de desocupados.

“A taxa de desocupação para este trimestre, de 6,5%, foi menor do que em 2024 no mesmo trimestre (7,6%), ou seja, houve grande evolução. No entanto, a variação de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em outubro do ano passado foi a maior desde 2017 (0,8 p.p.), igualando 2019″,  diz William Kratochwill, analista da pesquisa.

A população ocupada caiu 0,6% no período, totalizando 103 milhões de trabalhadores – uma perda de 641.000 postos de trabalho em relação ao trimestre anterior. Já a taxa de informalidade recuou para 38,3%, atingindo 39,5 milhões de trabalhadores informais.

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A queda do emprego foi puxada por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (-2,5%, ou menos 469.000 trabalhadores) e pela agricultura (-2,1%, ou menos 170.000). Por outro lado, setores como indústria, construção e comércio registraram crescimento anual no número de ocupados.

Os dados mostram que no início de cada ano há um movimento de desligamentos na administração pública, saúde e educação, destaca o analista da pesquisa. “Mesmo com a redução de 2,5% em relação ao trimestre anterior, esse grupo está 2,9% maior do que no mesmo trimestre do ano anterior. O contingente de trabalhadores na Agricultura também apresentou redução, e apesar de se manter no nível do ano anterior, o volume de trabalho nesse grupamento vem se reduzindo ao longo dos anos. Neste mesmo trimestre de 2013, por exemplo, havia 10,1 milhões de trabalhadores, e hoje temos cerca de 7,7 milhões”, diz Kratochwill.

O rendimento médio real habitual cresceu 1,4% no trimestre, chegando a 3.343 reais, enquanto a massa de rendimento totalizou 339,5 bilhões de reais, mantendo-se estável na comparação trimestral.

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