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Prorrogamos a Black: VEJA com preço absurdo

A campanha que começou com sucesso – e pode terminar em decepção

O sonho da Gaviões da Fiel corinthiana era chegar a 700 milhões de reais – três meses depois, o montante está muito longe do esperado

Por Da Redação
17 fev 2025, 10h15 • Atualizado em 17 fev 2025, 11h48
  • Começou com estrondo e sucesso – mas pode acabar em decepção. A campanha de arrecadação de fundos lançada pela torcida organizada Gaviões da Fiel para quitar a dívida de 710 milhões de reais do Corinthians com a Caixa Econômica Federal pela construção do estádio do clube, a NeoQuímica Arena, deu a largada de modo acelerado. Em um único dia, em novembro do ano passado, foram amealhados 6 milhões de reais. Em um mês, a “vaquinha” chegou a 33,6 milhões de reais – e então perdeu tração.

    Hoje, 17 de fevereiro, o montante está em 36,8 milhões de reais, ou apenas 5% do montante total necessário para zerar a conta. A campanha deveria terminar em 26 de maio, mas é possível que seja postergada, dada a dificuldade de fazer engrossar o caldo. As doações prosseguem, mas em ritmo lento em demasia. Não por acaso, e para não apagar a chama da ideia, a patrocinadora máster do Corinthians, a Esporte da Sorte anunciou no sábado, 15, a doação de 500 000 reais. E decidiu oferecer outros 300 000 reais a cada gol do alvinegro na próxima partida, contra o Universidad Central da Venezuela, pela pré-Libertadores.

    É quase impossível, a estimar pela atual toada, que a iniciativa das Gaviões quite a totalidade do rombo com a arena. Se não for possível chegar ao teto, o montante acumulado servirá para quitar parte da dívida – o que não chegar a ser um desastre, mas soará como fracasso.

    Há, contudo, quem veja o copo meio cheio. “Os resultados em si são expressivos pelo valor obtido e sem precedentes no futebol brasileiro, representando um considerável alívio da dívida, ainda que a percepção de sucesso ou fracasso derive da expectativa de quitação total da dívida”, afirma Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.

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    Famosos e quase famosos

    Nas primeiras semanas, a vaquinha da Arena ganhou impulso de famosos e marcas de grande porte que contribuíram para a campanha — e, em troca, tiveram seus nomes promovidos como principais doadores para a causa. Segundo informações da Gaviões da Fiel, o ranking de contribuintes, no início da história, foi liderado pela agência de acompanhantes Fatal Model, que doou nada menos que 200 mil reais para a campanha, em ação publicitária com a participação dos ídolos corintianos Vampeta, Marcelinho Carioca e Edilson. A empresa, autodeclarada maior do segmento no Brasil, ganhou notoriedade quando, em ação controversa, tentou mudar o nome do estádio do Vitória para “Fatal Model Barradão” — a decisão foi rejeitada pelos sócios do clube.

    A lista dos principais doadores inclui, ainda, a mineradora Qualidade, empresa de pavimentação e terraplanagem de Santa Catarina; o jogador Cássio Ramos, atual goleiro do Cruzeiro; o ex-atacante do Timão Emerson Sheik; e o apresentador de TV Serginho Groisman. A vaquinha tem, ainda, nomes de peso como embaixadores da campanha, incluindo a atriz Alessandra Negrini, apresentadora Sabrina Sato, o ex-jogador Craque Neto e o músico Badauí, do CPM 22. O topo do rol de benemerentes, agora, é da Esportes da Sorte – o que, de algum modo, desvirtua o ruidoso plano inicial de fazer os torcedores pagarem a conta.

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