A decisão do Palmeiras sobre Abel Ferreira após ano sem título
O novo acordo, selado após o treinador recusar investidas do futebol inglês, como a do Wolverhampton, mantém as bases salariais do contrato anterior
O Palmeiras oficializou, nesta quarta-feira, 10, a renovação do contrato do técnico Abel Ferreira, estendendo seu vínculo com o clube alviverde até o fim de 2027. O novo acordo, selado após o treinador recusar investidas do futebol inglês, como a do Wolverhampton, mantém as bases salariais do contrato anterior e, em um gesto que sublinha a confiança mútua entre as partes, não prevê multa rescisória.
Com a assinatura, o português amplia seu status histórico no futebol brasileiro: já reconhecido como o técnico mais vitorioso da história do Palmeiras, com dez títulos, Abel consolida-se também como o comandante mais longevo da história recente da Série A e do próprio clube, superando a marca de jogos consecutivos que pertencia a Oswaldo Brandão na década de 1970.
A decisão pela continuidade ocorre em um contexto de avaliação crítica da temporada de 2025, descrita pelo próprio treinador como um período de lições aprendidas após “derrotas dolorosas”. O ano foi marcado por oscilações de desempenho e questionamentos de parte da torcida sobre o sistema tático da equipe, especialmente após falhas defensivas em jogos decisivos. O clube amargou vice-campeonatos no Paulistão e na Libertadores, além de uma eliminação traumática para o rival Corinthians na Copa do Brasil, fatos que expuseram a necessidade de reformulação do elenco para o próximo ciclo.
Apesar dos reveses e da divisão de opiniões nas arquibancadas, a presidente Leila Pereira bancou a permanência da comissão técnica, apostando na estabilidade do projeto de longo prazo para retomar a hegemonia em 2026, garantindo que Abel Ferreira seja o único treinador durante toda a sua gestão presidencial.






