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Caneladas e golaços que transformaram Renato Gaúcho em lenda do futebol

O treinador do Fluminense não chegou aonde chegou por acaso, como jogador e técnico

Por Fábio Altman Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 8 jul 2025, 10h44 - Publicado em 8 jul 2025, 10h27

Renato, não há dúvida, é o grande personagem da Copa do Mundo de Clubes, mesmo que o Fluminense não chegue à finalíssima. Gaúcho de Ipanema, como gosta de dizer, é um sujeito com uma galeria de episódios impagáveis. Eis os quatro momentos – ou marcas – que o fazem diferente de todos os outros.

1. A estátua em Porto Alegre

Em tom de brincadeira, a um só tempo arrogante e engraçado, ao vencer a Libertadores de 2017 como treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, que no Rio Grande do Sul é Portaluppi, de seu sobrenome, disse que merecia uma estátua. Não deu outra. Os conselheiros do tricolor acataram a ideia e, em 2019, inauguraram a peça de bronze em tamanho natural. O próprio Renato deu pitacos na posição das pernas e braços. Sim, havia o pretexto da Libertadores, o que o transformou em peça de museu, a rigor, foi o título mundial conquistado em 1983 contra o Hamburgo, da Alemanha. O Grêmio venceu por 2 a 1, na prorrogação – com dois gols do craque da camisa 7, que infernizou a defesa adversária. Eis o que ele disse a ver a si mesmo representado pela escultura: “É uma homenagem inesquecível para mim. Mas a maior alegria minha é dar alegrias para nossa torcida. Há uma semana que não durmo. É difícil até as palavras saírem. Se eu já era gremista, imagina agora. Meu sangue sempre foi e sempre vai ser azul”

Estátua de Renato Gaúcho em Porto Alegre
Estátua de Renato Gaúcho em Porto Alegre (Grêmio Divulgação/Divulgação)

2. Perdeu a Copa, mas não a farra

Em 1986, às vésperas da Copa do Mundo do México – aquela de Diego Armando Maradona – Renato foi cortado a seleção pelo treinador Telê Santana, rígido a não mais poder. O motivo: em um dia de folga, ele e o lateral-esquerdo Leandro saíram para a farra e só retornaram às 2 da madrugada (o horário combinado de retorno era 22 horas). Telê foi, digamos, maquiavélico ao tomar a decisão. Como queria contar com Leandro, ficou em silêncio até a lista final. Tirou do rol apenas o ponta gaúcho, no auge da carreira. Leandro, solidário, pediu para não embarcar. Renato Gaúcho disputaria, no banco, a Copa de 1990, levado por Sebastião Lazzaroni.

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3. O gol de barriga

Em 25 de julho de 1995, Fluminense e Flamengo disputavam a final do campeonato carioca no ano do centenário do time rubro-negro. O Maracanã recebia 120 000 pessoas. O placar marcava 2 a 2, quando, aos 41 minutos do segundo tempo, houve o mítico lance, lembrado, relembrado.  Aílton recebeu pela direita, driblou Charles Guerreiro e soltou uma bomba, cruzada, à meia-altura. Na área, a bola encontrou Renato Gaúcho, que, de barriga, empurrou para a rede antes de explodir em comemoração. Como nunca gostou de gol feio, saiu-se com essa, ao explicar a bola na rede e o título: “Começo a entrar na área. O Ailton corta para lá, corta para cá, vai chutar… Não, daqui a pouco ele corta de novo e, quando chuta, tive um reflexo muito grande. O meu trabalho foi de tirar o braço da frente. Não é que eu quis fazer o gol de barriga, eu tirei o braço da frente e, automaticamente, a bola pegou na barriga e entrou.”

Gol de barriga em 1995
Gol de barriga em 1995 (Anibal Philot/Agência O Globo)
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4. Os recordes de quem sabe o que faz

Uma vitória contra o Chelsea, na tarde desta terça-feira, em New Jersey, instalará o técnico e ex-jogador em lugar inédito: ao vencer o Al Hilal, nas quartas-de-final, ele chegou à sua quarta vitória como treinador brasileiro em mundiais de clubes, igualando o feito de Luís Alonso Péres, o Lula, do Santos nos anos 1960. Além dos três triunfos de 2025 com o tricolor, ele também conquistou uma vitória pelo Grêmio, contra o Pachuca, do México, na semifinal de 2017 (perderia a final para o Real Madrid). E mais: Renato foi o único, como atleta e “professor” a disputar todos os três formatos do torneio: pelo Grêmio, em 1983, quando se resumia a um único jogo entre sul-americanos e europeus; em 2017, novamente pelo clube gaúcho, com duas partidas; e agora, na primeira versão da novíssima Copa do Mundo de Clubes idealizada pela Fifa. E daí? Daí que a autossuficiência está autorizada, até segunda ordem. Eis o que ele disse na véspera da partida contra o Chelsea, instado a tratar de sua trajetória, em desafio aos jornalistas:

“Muita gente gosta de criticar, de falar de parte tática, mas a pergunta que faço é: quantos de vocês entendem de parte tática para criticar os treinadores? Será que vocês entendem tanto assim de tática? Será que entendem mais que um treinador? […] Será que se pegarmos alguns de vocês e uns quatro ou cinco treinadores, ao vivo, e discutir parte tática e nós, treinadores, perguntarmos a vocês sobre tática… Vocês se garantem?”. Ele se garante.

 

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