CBF demite Dorival Júnior, mas não há substituto imediato para o técnico
Carlo Ancelotti e Jorge Jesus são desejos, mais do que opões, mas ainda não há nenhuma confirmação

Era bola cantada, após a humilhante derrota por 4 a 1 para a Argentina, na terça, 25. Dorival Júnior não é mais o técnico da seleção brasileira de futebol masculino, em razão do baixo rendimento da equipe. O anúncio foi feito na sede da CBF, no Rio de Janeiro, pelo presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. O executivo reeleito recentemente até 2030 divulgou a informação após reunião com a direção da entidade, na tarde desta sexta, 28, da qual participou, além do próprio Dorival, o diretor de seleções, Rodrigo Caetano.
Em nota, a CBF confirmou a informação: “A Confederação Brasileira de Futebol informa que o técnico Dorival Júnior não comanda mais a Seleção Brasileira. A direção agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade de sua carreira. A partir de agora, a CBF vai trabalhar em busca do substituto”. Depois, o próprio Rodrigues tratou de dar a notícia, em um pronunciamento. “Dorival Júnior encerrou seu ciclo à frente da seleção”, disse ele, sem permitir questionamentos por parte dos jornalistas presentes. “Gostaria de ressaltar que não havia conversas prévias com A B ou C. A busca por um novo técnico começará agora.”
O ex-comandante de São Paulo e Flamengo, que assumiu em 10 de janeiro do ano passado, esteve à frente da comissão técnica do Brasil em 16 jogos, incluindo a derrota avassaladora por 4 a 1 contra a Argentina. Foram sete vitórias, sete empates e duas derrotas, um total de 58,3% de aproveitamento. Mesmo com alguns dos melhores atacantes do mundo, Vini Jr., Raphinha e Rodrygo, a seleção brasileira marcou apenas 25 gols, e sofreu 17.
O único jogo convincente foi a estreia de Dorival contra a Inglaterra, em um amistoso em Wembley. Endrick marcou o único gol da partida que deu a vitória para o Brasil. Um empate em 3 a 3 bem disputado com a Espanha também deu esperança para uma nova seleção, mas não foi o que aconteceu. Um retalho de excelentes jogadores individuais em seus clubes não chegou perto de costurar um caminho eficiente para o coletivo nacional.
A eliminação precoce na Copa América, nos pênaltis e para um Uruguai com um a menos, previram os próximos meses de partidas pouco inspiradas nas Eliminatórias.
Quem vem para substituir?
Um substituto definitivo não foi anunciado. Ancelotti, atualmente no Real Madrid, afirmou que não recebeu contato da CBF até então. Em 2023, houve negociações, mas o italiano seguiu no clube merengue em uma grande desilusão de Ednaldo Rodrigues. Filipe Luís, Rogério Ceni e Renato Gaúcho são nomes cogitados. Jorge Jesus surgiu como um plano B para evitar os imbróglios como o de Ancelotti. O Mundial de Clubes pode ser um empecilho e prender os dois estrangeiros até junho, além de dificultar a contratação antes dos próximos compromissos das Eliminatórias.