Com mudanças propostas pela CBF, como fica a Copa do Brasil 2026
Algumas dicas: recorde de clubes, entrada escalonada e final única em campo neutro
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou o pacote completo de diretrizes para a Copa do Brasil de 2026, incluindo o Regulamento Específico da Competição (REC), o Plano Geral de Ações (PGA) e a Tabela Básica. A edição promete ser histórica não apenas pelo recorde de 126 clubes participantes, mas por alterar profundamente a dinâmica de disputa e a logística das finais.
A estrutura do torneio foi ampliada para nove fases. Para acomodar o alto volume de equipes, a CBF instituiu um sistema de entrada escalonada baseado em critérios técnicos:
Fase 1 a 4: Disputadas em jogo único. Na 1ª Fase, os confrontos serão definidos pelo Ranking Nacional de Clubes (RNC), dividindo as equipes em dois blocos, mas com uma novidade crucial: o mando de campo será definido por sorteio, eliminando a vantagem automática de empate ou mando baseada apenas no ranking anterior.
Fase 3: Recebe o ingresso dos campeões das copas regionais (Copa do Nordeste, Copa Verde) e campeões da Série C e D, totalizando 4 clubes.
Fase 5: Marca a entrada dos “pesos pesados”. Os 20 clubes participantes da Série A de 2026 entram diretamente nesta etapa, juntando-se aos 12 classificados da fase anterior. A partir daqui até as semifinais (8ª fase), os jogos voltam ao modelo tradicional de ida e volta.
A grande mudança
Confirmando tendências internacionais, a decisão da Copa do Brasil 2026 será em partida única, agendada para o dia 6 de dezembro. A escolha do estádio caberá exclusivamente à CBF, que deverá anunciar o local com, no mínimo, 30 dias de antecedência. A renda líquida desta partida final pertencerá integralmente à Confederação.
Logística de estádios
O Plano Geral de Ações (PGA) e o REC trazem exigências rígidas para a infraestrutura:
Capacidade dos Estádios: Há um aumento progressivo na exigência de público. Das fases iniciais (4.000 lugares) até as semifinais e final, onde os estádios precisarão comportar no mínimo 15.000 espectadores sentados e possuir sistemas de iluminação adequados para transmissão (1300 lux a partir da 5ª fase).
Segurança e Biometria: Para partidas com público superior a 20.000 pessoas, torna-se obrigatória a implementação de monitoramento por imagem e identificação biométrica nas catracas.
Logística Financeira: Nas quatro primeiras fases, a renda líquida será dividida: 60% para o clube mandante e 40% para o visitante, uma alteração que visa equilibrar os custos logísticos das equipes menores.
Cronograma da Competição
A “maratona” terá seu pontapé inicial nas datas-base de 18 e 19 de fevereiro. O calendário prevê uma longa extensão, atravessando quase todo o ano civil. A introdução das tecnologias de suporte, como o VAR e o impedimento semiautomático, está prevista para ser utilizada sempre que possível, com os clubes devendo garantir a estrutura necessária nos estádios indicados.
Com essas diretrizes, a CBF busca valorizar o “produto” Copa do Brasil, transformando a final em um evento de entretenimento único e aumentando a competitividade técnica através do ingresso tardio das equipes da elite nacional.







