Quem são as tenistas brasileiras no SP Open?
Lideradas por Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani, nove atletas nacionais estão nas chaves principais do torneio
A chave principal do SP Open começa nesta segunda, 8, com estreia de tenistas brasileiras nas quadras do complexo no Parque Villa-Lobos em São Paulo. O torneio marca o retorno da capital paulista ao calendário da WTA em 25 anos, com competição de duplas e simples,Valendo 250 pontos no ranking mundial e uma premiação de 36 mil dólares à campeã individual, nove brasileiras disputam os títulos em frente a torcida paulistana.
Conheça as tenistas brasileiras
Beatriz Haddad Maia
O principal nome da competição é Bia Haddad Maia. Atual número 27 do ranking da WTA e líder no Brasil, a paulistana de 29 anos tem na carreira quatro títulos de simples e oito nas duplas. A tenista alcançou a décima colocação mundial, sua melhor posição, depois de alcançar a semifinal de Roland Garros em 2023. Canhota de 1,85 de altura, Bia vem de uma campanha de oitavas de final no US Open, após um ano instável, mas afirmou antes do torneio em casa: “Eu já aprendi muito com as derrotas, e com as os momentos duros da minha carreira, e se você tem a consciência de que você está fazendo o trabalho certo e está rodeada de pessoas que têm o mesmo sonho, que vivam para esse lugar, as coisas [boas] vão acontecer de novo. Às vezes a gente acaba se colocando numa posição de ou a gente ganha ou a gente perde, mas na verdade nós somos seres humanos e o sol nasce de novo todo dia.”
Bia compete no simples como cabeça de chave número 1 e encara a italiana Miriana Tona, que veio das qualificatórias. Nas duplas, joga ao lado da jovem Ana Candiotto, e encara a também dupla brasileira Ingrid Martins e Laura Pigossi na primeria rodada.
Luisa Stefani
A também paulistana Luisa Stefani é uma duplista vencedora de Grand Slam com Rafael Matos no Australian Open. Neste ano, chegou com John Salisbury, também nas duplas mistas, na final de Wimbledon. Dona de 11 títulos na carreira especializada no jogo de pares, Luisa ganhou experiência no circuito universitário dos Estados Unidos. Além das conquistas da WTA, a brasileira divide com Laura Pigossi o terceiro lugar em Olimpíadas, com uma medalha inédita no tênis nacional, e no Pan-Americano, a dupla conquistou a medalha de ouro.
No SP Open, joga a disputa de duplas com a húngara Tímea Babos, e são as cabeças de chave número 1. Luisa chegou a ser confirmada nas qualificatórias do torneio de simples, por convite da organização, mas priorizou a disputa em pares.
Laura Pigossi
Medalhista olímpica de bronze e de ouro no Pan-Americano com Luisa Stefani, Laura também foi campeã no simples na competição continental. Em 2022, alcançou a 100ª posição do ranking de simples, a melhor de sua carreira.
Nas duplas do SP Open irá jogar ao lado da compatriota Ingrid Martins. No simples, encara a americana Elizabeth Mandlik na primeira rodada.
Ingrid Martins
A duplista Ingrid Martins desembarca em São Paulo com dois títulos de WTA 125 na temporada, em Grado, Itália, e em Contrexeville, na França. Com experiência em Grand Slams, Ingrid joga nas duplas com Laura Pigossi.
Carolina Alves Meligeni
Terceira melhor brasileira no simples, Carol carrega não apenas no sangue, afinal é sobrinha de Fernando Meligeni, o Fininho, mas já foi reconhecida pela ITF com o Heart Awards, prêmio dado para tenistas que representam o seu país com distinção, coragem e comprometimento. Ao lado de Luisa Stefani, foi medalhista de bronze no Pan-Americano de 2019.
Na primeira rodada, enfrenta a compatriota Nahuany Silva.
Nahuany Silva
Uma das promessas do tênis feminino brasileiro, Naná, como é apelidada Nahuany Silva, tem 15 anos e participa de uma chave profissional pela primeira vez. Com 13 anos, conquistou o J30 da Guatemala, um torneio até aos 18 anos. Em 2024, tornou-se a primeira tenista nascida em 2010 a figurar no ranking da WTA, sendo a mais jovem até então. Neste ano, conquistou o título no ITF J200 de Assunção em abril, o seu 4º nos ITFs, e uma inédita oitavas de final na chave juvenil de Wimbledon.
Pelo simples encara Carol Meligeni, e nas duplas se junta a outra jovem Victoria Barros, para encarar a Anna Rogers e Janice Tjen.
Victória Barros
Natural de Natal, RN, Victoria Barros treina sob a supervisão de Patrick Mouratoglou, ex-técnico de Serena Williams, desde 2023 e disputará o primeiro WTA 250 da carreira. Em 2023, aos 13, entrou no circuito juvenil e conquistou 4 de seus 5 títulos em ITFs, incluindo um de nível J100. Neste ano, Victória conquistou o maior título de sua carreira no J300 de Bamberg, derrotando uma adversária dois anos mais velha na final. Atualmente, está entre as 25 melhores do mundo na categoria.
Na primeira rodada de simples, encara Whitney Osuigwe, e forma dupla com Naná na competição de pares.
Luiza Fullana
Com experiência no circuito universitário, a brasiliense Luiza Fullana conquistou os títulos W35 de São Paulo e W15 de Ribeirão Preto no ano passado, quando também foi convocada para representar o Brasil na Billie Jean King Cup.
No SP Open, encara a cabeça de chave número 5, Renata Zarazua, na primeira rodada.
Ana Candiotto
A última brasileira confirmada na chave principal do SP Open, Ana Candiotto também teve experiência na Billie Jean Cup do ano passado. No juvenil, conquistou seis torneios entre simples e duplas.
Na primeira rodada de simples do SP Open, joga contra a ucraniana Valeriya Strakhova. Pelas duplas, terá a parceira Bia Haddad Maia, e logo de cara enfrenta as compatriotas Ingrid Martins e Laura Pigossi.
As brasileiras Ana Cruz, Pietra Rivoli e Thaisa Pedretti participaram das qualificatórias, mas não conseguiram se classificar para a chave principal.








