Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

A reação internacional à operação dos EUA que capturou Maduro

Políticos e chefes de nações da América Latina e de todo o mundo se pronunciaram

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jan 2026, 09h53 • Atualizado em 3 jan 2026, 17h27
  • O ataque dos Estados Unidos (EUA) à Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro neste sábado, 3, repercutiram entre líderes de diversos países e suas equipes, que se dividiram entre apoiar ou condenar a ação americana.

    A União Europeia (UE) foi uma das primeiras a se pronunciar, com uma declaração da chefe de política externa do grupo, Kaja Kallas, que disse que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com o embaixador da UE em Caracas. “A União Europeia afirmou repetidamente que [Nicolás] Maduro não tem legitimidade e defendeu uma transição pacífica”, escreveu na rede social X. Ela ainda fez um apelo para que os princípios do direito internacional e da Carta da Organização das Nações Unidas (ONJ) sejam respeitados durante o conflito.

    O presidente da Argentina, Javier Milei, que é alinhado ao trumpismo, publicou uma mensagem curta com seu slogan de campanha: “A liberdade avança. Viva a liberdade, caralh*”. Ele não fez nenhuma menção ao primeiro conflito em muitos anos na América Latina.

    Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, primeiro chefe de estado de esquerda do país, publicou uma nota apontando “profunda preocupação” e defendendo uma desescalada do conflito, pela paz na região. “O governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”. Além disso, informou que “de forma preventiva, o Governo Nacional dispôs medidas para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira colombiano-venezuelana e atender oportunamente eventuais necessidades humanitárias ou migratórias, em coordenação com as autoridades locais e os organismos competentes”. Petro passou horas usando o X para republicar vídeos dos ataques e criticar todo o ocorrido.

    O presidente do Chile, Gabriel Boric, de centro-esquerda, escreveu que o país também está preocupado e afirmou que “condena as ações militares dos EUA”. ” Fazemos um pedido para que se busque uma saída pacífica para a grave crise que afeta o país”. Ele também reafirmou a adesão e o compromisso do Chile com os princípios básicos do direito internacional, pedindo diálogo e apoio multilateral.

    Continua após a publicidade

    O chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez, afirmou que o país “condena energicamente a agressão militar em curso” e que “os bombardeios e ações bélicas contra Caracas e outras localidades do país são atos covardes contra uma nação que não agrediu os EUA, nem nenhuma outra nação”.

    Diversos políticos brasileiros também comentaram a situação, com os da direita bolsonarista celebrando a situação e os ligados ao governo condenando e externando preocupação regional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os ataques “ultrapassaram uma linha inaceitável” e disse que o conflito é “perigoso para toda a comunidade internacional”. Confira toda a declaração do presidente brasileiro aqui.

     

    Europa

    O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o povo venezuelano “está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro” e defendeu que a transição seja pacífica, democrática e respeite a vontade popular, sob a liderança do presidente eleito em 2024, Edmundo González Urrutia. O ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, condenou a operação americana, afirmando que a captura de Maduro viola o direito internacional e reiterando que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora.

    Continua após a publicidade

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou “grande preocupação” com a situação na Venezuela e apelou a uma resolução “em pleno respeito pelo Direito Internacional”. A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, também pediu moderação após conversar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

    A Alemanha adotou uma posição cautelosa. o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que Maduro “levou o país à ruína” e que a última eleição foi fraudada, razão pela qual Berlim, assim como outros países, não reconhece sua presidência. Segundo ele, o líder venezuelano teve um “papel problemático” na região. Merz ressaltou, porém, que a classificação jurídica da intervenção dos Estados Unidos é complexa e deverá ser analisada com calma. “O direito internacional continua sendo o parâmetro”, afirmou, acrescentando que não se pode permitir que a instabilidade política se instale na Venezuela e que o objetivo deve ser uma transição ordenada para um governo legitimado por eleições.

    A Dinamarca também expressou preocupação. O ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, descreveu os acontecimentos como “dramáticos” e defendeu a desaceleração da operação americana, com retorno ao diálogo e respeito às normas internacionais.

    Continua após a publicidade

    No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que todos os países devem respeitar o direito internacional. Disse que pretende falar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “apurar os fatos” e garantiu que o Reino Unido não participou da operação.

    A Espanha adotou um tom firme. O primeiro-ministro Pedro Sánchez lembrou que Madri não reconhece o regime de Maduro, mas afirmou que também não reconhecerá “uma intervenção que viola o direito internacional e empurra a região para um horizonte de incerteza e belicismo”. Sánchez pediu que todos os atores pensem na população civil, respeitem a Carta das Nações Unidas e trabalhem por uma transição “justa e dialogada”. Segundo ele, o governo espanhol acompanha de forma “exaustiva” os acontecimentos, com embaixada e consulados em funcionamento, e faz um apelo à desescalada e à responsabilidade.

    A Itália voltou a destoar de parte do bloco. A primeira-ministra Giorgia Meloni disse acompanhar os desdobramentos desde o início e reiterou que a Itália nunca reconheceu a vitória eleitoral proclamada por Maduro, tendo condenado a repressão do regime e apoiado a aspiração do povo venezuelano por uma transição democrática. Meloni afirmou que, historicamente, a Itália não considera a ação militar externa o caminho para derrubar regimes totalitários, mas avaliou como legítima uma intervenção de caráter defensivo contra ameaças híbridas à segurança, como no caso de Estados que favorecem o narcotráfico.

    Continua após a publicidade

    A preocupação com o impacto internacional da operação também foi expressa pelas Nações Unidas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada de tensão e alertou para possíveis implicações regionais. Por meio de seu porta-voz, Stéphane Dujarric, classificou os acontecimentos como “um precedente perigoso” para a ordem internacional.

    Outros países europeus, como Bélgica, Holanda e Polônia também comentaram os ataques e a captura de Maduro. Eles disseram que ainda não tinham informações suficientes e que monitoram de perto tudo o que se desenrola na região.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.