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Assessor de Bolsonaro critica reunião sobre Venezuela no Uruguai

Oposto ao Grupo de Lima, que exige a renúncia de Maduro, Grupo Internacional de Contato propõe solução negociada para crise política

Por Da Redação
Atualizado em 8 fev 2019, 16h32 - Publicado em 8 fev 2019, 15h38

O assessor de Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, usou nesta sexta-feira, 8, sua conta na rede social Twitter para criticar a reunião, no Uruguai, do Grupo Internacional de Contato, formado por países europeus e latino-americanos interessados em mediar um acordo entre o governo e a oposição na Venezuela. O encontro ocorrera na quinta-feira 7 em Montevidéu.

“O ‘Mecanismo de Montevidéu’ é o sonho de Maduro”, escreveu Martins, referindo-se a Nicolás Maduro, cuja presidência não é mais reconhecida pelo Brasil. “Apela ao ‘diálogo entre governo e oposição’, – só que Maduro não é mais governo, e sim usurpador, e a oposição não é mais oposição, e sim governo interino legítimo, conforme a constituição da Venezuela.”

Nicolás Maduro afirmou nesta sexta-feira estar disposto a se reunir com enviados do Grupo de Contato Internacional. “Estou pronto e disposto a receber qualquer enviado do grupo de contato”, disse ele à imprensa, em Caracas.

Na quinta-feira, o chanceler Ernesto Araújo já havia mostrado reservas à iniciativa. O Brasil não participou da reunião, explicou ele, porque ela colocava em pé de igualdade Maduro e o presidente reconhecido pelo governo brasileiro, Juan Guaidó. “Achamos que esse não é um ponto de partida”, afirmara em Washington, onde encontrou-se com autoridades dos Estados Unidos.

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O Grupo Internacional de Contato tem posição contrária à do Grupo de Lima, do qual o Brasil participa, que exige a renúncia de Maduro e apoia o governo de transição a ser conduzido por Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela, até a posse de um novo chefe de estado eleito democraticamente.

Na reunião em Montevidéu participaram representantes da França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Portugal, Espanha, Suécia, Uruguai, Bolívia, México, Equador e Costa Rica. Na sua declaração final, o México barrou a inclusão de um apelo pela realização de novas eleições na Venezuela.

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No Twitter, Martins avaliou que qualquer solução de meio termo na Venezuela “só beneficia os tiranos”. Ele também disse que a iniciativa de buscar o entendimento parte de “premissas erradas”.

“A manutenção do regime no poder significa mais sofrimento, mais fome e mais mortes”, afirma. “Todo mecanismo de diálogo deve ter um só assunto: as condições da saída de Maduro e o respeito ao que determina a constituição venezuelana sobre a transição de poder em situações como a atual”.

(Com Estadão Conteúdo e EFE)

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