Avião da Air India retorna a Hong Kong após suspeita de falha técnica no ar
Episódio ocorreu poucos dias após acidente fatal com aeronave do mesmo modelo, um Boeing 787 Dreamliner, que deixou 279 mortos no oeste da Índia

Um avião Boeing 787 Dreamliner da Air India, com destino a Nova Délhi, teve que retornar ao Aeroporto Internacional de Hong Kong nesta segunda-feira, 16), depois que o piloto suspeitou de um problema técnico durante o voo, reportou a agência de notícias Reuters.
O episódio, descrito como medida de precaução, ocorreu apenas quatro dias depois de um acidente fatal envolvendo uma aeronave do mesmo modelo que, a caminho de Londres, caiu minutos após a decolagem e matou 279 pessoas na Índia, entre passageiros, membros da tripulação e vítimas atingidas no solo.
O voo AI 315 decolou às 12h20 locais desta segunda-feira (01h20 em Brasília) e, pouco depois, o comandante optou por retornar, segundo a agência de notícias indiana ANI. O pouso de emergência ocorreu cerca de uma hora depois, às 13h15, sem registro de feridos. Os demais voos do Aeroporto Internacional de Hong Kong não tiveram impacto e as operações seguiram normalmente.
A aeronave Dreamliner envolvida no episódio passa por verificações, segundo a Air India. Em nota, a companhia aérea confirmou que o voo retornou devido a uma “questão técnica detectada logo após a decolagem” e reforçou que a aterrissagem foi segura e que os passageiros foram devidamente assistidos.
O avião atingiu uma altitude de 22 mil pés antes de iniciar uma descida controlada de volta a Hong Kong, de acordo com o site de monitoramento AirNav Radar. A aeronave, que tem sete anos de uso, está passando por uma rigorosa inspeção técnica após o pouso, segundo a Reuters.
Na semana passada, um voo da Air India caiu menos de um minuto após decolar, rumo ao aeroporto londrino Gatwick. A aeronave emitiu um “mayday”, um pedido de socorro, segundos após alçar voo, antes de cair em um bairro residencial de Ahmedabad. Apenas um passageiro das 242 pessoas a bordo sobreviveu, e o impacto deixou mortos no solo, no acidente aéreo mais fatal desde 2014.