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Base militar do Reino Unido no Chipre é atingida por drone do Irã

Ofensiva ocorre no momento em que Londres publica comunicado prometendo 'ações defensivas' contra ataques de Teerã no Golfo Pérsico

Por Flávio Monteiro 2 mar 2026, 12h55

Uma base militar do Reino Unido no Chipre foi atingida por um ataque de drones promovido pelo Irã na madrugada desta segunda-feira, 2. Localizada no sul da nação insular, as instalações da Força Aérea Real (RAF) em Akrotiri sofreram danos limitados, com nenhuma vítima sendo registrada.

O episódio acontece no terceiro dia de confrontos no Oriente Médio, justamente quando o Reino Unido une à França e à Alemanha para preparar “ações defensivas” contra Teerã.

“Nossas Forças Armadas estão respondendo a um ataque de drone na RAF Akrotiri, no Chipre. Nossa proteção de forças na região está no mais alto nível e a base respondeu para defender nosso povo”, informou um porta-voz do Ministério da Defesa britânico momentos após o ataque, que levou à evacuação parcial da base.

Após o ataque, a administração da instalação emitiu um alerta para os civis que moram nos arredores, aconselhando-os a permanecer em casa até novo aviso. Horas mais tarde, o governo do Chipre interceptou uma segunda leva de drones, no que parecia ser um novo ataque. “Dois veículos aéreos não tripulados que se dirigiam em direção às bases britânicas em Akrotiri foram confrontados a tempo”, disse um porta-voz de Nicósia.

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Embora ainda não se saiba a origem do lançamento dos drones, o jornal inglês The Guardian aponta que é possível que o armamento tenha partido diretamente do Irã ou de um de seus aliados na região, como o Hezbollah, no Líbano.

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Autoridades afirmam que os drones foram lançados antes de o primeiro-ministro Keir Starmer anunciar que o Reino Unido permitiria que os Estados Unidos usassem suas instalações militares para bombardear locais de mísseis iranianos. Segundo o premiê, a decisão foi motivada após a postura do Irã se tornar mais imprudente e colocar vidas britânicas em risco.

“Tomamos a decisão de aceitar esse pedido para impedir que o Irã dispare mísseis na região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atacando países que não estiveram envolvidos (no conflito)”, disse Starmer durante uma declaração gravada na noite de domingo. Na ocasião, o primeiro-ministro garantiu que as instalações seriam usadas somente com “propósito defensivo específico e limitado” de atacar locais de armazenamento de mísseis, e que as forças armadas da Grã-Bretanha não se envolveriam diretamente.

Em comunicado conjunto divulgado anteriormente, Londres, Paris e Berlim se disseram prontos para “adotar ações defensivas necessárias e proporcionais” diante do Irã aos ataques promovidos por Estados Unidos e Israel. O texto aponta que o trio de nações poderá agir para “destruir na origem” as capacidades bélicas de Teerã, com eventuais medidas sendo coordenadas com Washington.

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“A França, a Alemanha e o Reino Unido têm instado consistentemente o regime iraniano a pôr fim ao programa nuclear do Irã, a restringir seu programa de mísseis balísticos, a se abster de suas atividades de desestabilização na região e em nossos territórios, e a cessar a terrível violência e repressão contra seu próprio povo”, diz a peça.

O governo do Reino Unido também anunciou a elaboração de um plano de evacuação em massa para cidadãos presos em países do Golfo Pérsico devido à suspensão de voos na região. Estima-se haver centenas de milhares de britânicos em nações como Israel, Palestina, Emirados Árabes, Bahrein e Catar. Eles foram orientados a registrar presença online e seguir instruções oficiais das autoridades.

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