Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Carta ao Leitor: O precipício da Venezuela

Seguir a movimentação cotidiana ao lado dos cidadãos é recurso jornalístico de imensa relevância, e VEJA se orgulha de ter estado sempre no olho do furacão

Por 19 dez 2025, 06h00 • Atualizado em 19 dez 2025, 10h44
  • A Venezuela, que durante muito tempo era tratada com desdém e irrelevância, apesar de banhada por um manancial de petróleo, ganhou especial relevo a partir de fevereiro de 1999, com a posse, na Presidência, de Hugo Chávez, que ocuparia o Palácio de Miraflores, em Caracas, até sua morte, em 2013. Aquele período deu início à chamada Revolução Bolivariana, ou bolivarianismo — de tom estatizante, de esquerda, com evidente desprezo pelo mercado e ênfase em programas sociais de cunho assistencialista. Funcionou durante algum tempo, com redução da desigualdade — mas resultou em tragédia anunciada, especialmente depois da ascensão ao poder do fantoche de Chávez, Nicolás Maduro.

    Desde 2014, segundo dados da Agência da ONU para os Refugiados, ao menos 7,7 milhões de venezuelanos partiram para a diáspora, em busca de dignidade, emprego e comida. No mês passado, a inflação chegou a 270%, a maior do mundo — e a expectativa para 2026 é de inacreditáveis e mortais 600%. A nação vive no precipício, cuja latitude foi ampliada nas últimas semanas, diante das ameaças postas à mesa por Donald Trump. Os americanos aumentaram a presença militar nas águas do Caribe. A alegação: o controle e a interceptação de embarcações com drogas rumo ao Norte. Trump aumentou a temperatura ao anunciar, no fim de novembro, o fechamento do espaço aéreo da Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores de Maduro alega haver uma “ameaça colonialista”.

    2021 - Reportagem da editora-executiva Monica Weinberg: a pobreza do país vista de perto
    2021 - Reportagem da editora-executiva Monica Weinberg: a pobreza do país vista de perto (./.)

    Vive-se a iminência de algum desfecho — e parece não haver saída para o bolivarianismo que não seja a capitulação ante um cotidiano terrível. Para acompanhar de perto a movimentação em Caracas, VEJA designou a repórter Mariana Gómez, que assina reportagem ao lado do editor Ricardo Ferraz e da repórter Amanda Péchy. “O medo está no ar, sabe-se que algo muito forte pode ocorrer nas próximas semanas”, diz ela. “Qualquer mensagem favorável a María Corina Machado, Prêmio Nobel da Paz deste ano, ou uma piada em torno da situação atual podem levar pessoas à prisão.” Seguir a movimentação cotidiana ao lado dos cidadãos é recurso jornalístico de imensa relevância, e VEJA se orgulha de ter estado sempre no olho do furacão. Em 2021, durante a pandemia de covid-19, a editora-­executiva Monica Weinberg mediu na realidade a pobreza que atingia 94,5% da população. Naquela oportunidade, o título da reportagem dava conta da catástrofe que engolia o país: “O mais pobre do mundo”. VEJA seguirá atenta ao que ocorre na Venezuela.

    Publicado em VEJA de 19 de dezembro de 2025, edição nº 2975

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.