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Chefe militar dos EUA na América Latina deixará cargo em meio à escalada contra Venezuela

Decisão ocorre em meio à intensificação da presença militar dos EUA no Caribe e ataques a embarcações venezuelanas

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 16 out 2025, 21h58 - Publicado em 16 out 2025, 18h38

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira, 16, que o almirante responsável pelo Comando Sul das Forças Armadas americanas deixará o cargo no final deste ano, em meio à crescente tensão entre Washington e Caracas. A decisão ocorre no contexto do aumento da presença militar americana no Caribe, ataques a embarcações venezuelanas e o sinal verde dado pelo presidente Donald Trump a operações secretas da CIA no país do presidente Nicolás Maduro.

Com 37 anos de carreira, Alvin Holsey assumiu o Comando Sul no final do ano passado, para um mandato que normalmente dura três anos. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters indicam que houve atrito recente entre Holsey e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, especialmente sobre a estratégia militar americana na costa venezuelana.

Hegseth destacou nas redes sociais que Holsey “planeja se aposentar no fim do ano” e ressaltou seu “legado de excelência operacional e visão estratégica”. Em mensagem própria, Holsey confirmou que deixará o comando em 12 de dezembro e disse: “Foi uma honra servir nossa nação, o povo americano, e apoiar e defender a Constituição por mais de 37 anos.” Ele é um dos dois únicos oficiais negros de quatro estrelas a liderar um comando de combate dos EUA.

Washington mira Maduro

A Casa Branca acusa Nicolás Maduro de liderar o Cartel de los Soles e oferece US$ 50 milhões por informações que levem à captura do líder chavista. Segundo o governo americano, Maduro violou leis de narcóticos, tomou o poder de forma não democrática e mantém alianças com grupos criminosos, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa.

Em declaração recente, a secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, afirmou que foram apreendidos US$ 700 milhões em ativos ligados ao presidente venezuelano. Em resposta, Maduro mobilizou 4,5 milhões de milicianos em todo o país, classificando a medida como uma estratégia de defesa nacional. O governo venezuelano denunciou as ações dos EUA como uma “violação gravíssima do Direito Internacional” e acusou Washington de buscar uma mudança de regime para controlar os recursos petrolíferos da nação.

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A presença militar americana na região se expandiu rapidamente. Navios como o USS Lake Erin, capaz de disparar 122 mísseis, e o submarino USS Newport News, de propulsão nuclear, reforçam o dispositivo no Caribe. Três contratorpedeiros do Grupo Anfíbio de Prontidão também retornaram à área após terem sido desviados aos Estados Unidos por causa do furacão Erin.

Tentativa de negociação

Segundo reportagem do New York Times publicada nesta semana, Maduro tentou usar as riquezas naturais da Venezuela como moeda de troca para aliviar a pressão econômica e política. Sob sanções e diante da retórica cada vez mais agressiva de Washington, o líder chavista teria oferecido amplas concessões a empresas de energia e mineração dos EUA em troca de uma trégua.

A proposta incluía abrir projetos de petróleo e ouro — atuais e futuros — a companhias americanas, conceder contratos preferenciais e redirecionar exportações de petróleo da China para os Estados Unidos, rompendo acordos com empresas chinesas, iranianas e russas. Em troca, Maduro esperava uma reaproximação política e o alívio das sanções que paralisam a economia venezuelana. O governo Trump rejeitou as negociações.

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