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China anuncia tarifas adicionais de 84% sobre produtos dos EUA

Decisão segue a implementação de taxas americanas de 104% sobre produtos chineses

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 abr 2025, 08h10 • Atualizado em 9 abr 2025, 08h15
  • O Ministério das Finanças da China anunciou nesta quarta-feira, 9, que tarifas adicionais de 84% sobre produtos importados dos Estados Unidos entram em vigor na próxima quinta-feira. A decisão segue a implementação de tarifas americanas similares sobre produtos chineses.

    Nesta quarta-feira, entraram em vigor tarifas de 104% dos EUA sobre Pequim, como anunciado na véspera pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, seguindo as ameaças do presidente Donald Trump de pressionar com mais 50% caso a China não voltasse atrás em medidas retaliatórias, o que não aconteceu.

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    Os novos 50% de tarifas se somariam aos 20%, implementados em março, e os 34% anunciados na semana passada, chegando ao total de 104%.

    + Novas tarifas de Trump entram em vigor e taxa para a China sobe a 104%

    O tarifaço de Trump, que tem provocado quedas generalizadas nas bolsas globais, segue impactando os mercados nesta quarta. A bolsa de Tóquio registra baixa de mais de 3% e os mercados europeus abriram o dia em queda, com recuos de mais de 2% nos índices das principais bolsas do Reino Unido, Alemanha, França e Holanda. Os mercados da China, por sua vez, operam com estabilidade.

    A China prometeu “lutar até o fim” e acusa os Estados Unidos de praticarem unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica com a imposição de tarifas adicionais sobre produtos chineses. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a postura americana de colocar seus próprios interesses acima das regras internacionais prejudica a estabilidade da produção global e da cadeia de suprimentos, além de comprometer a recuperação econômica mundial.

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    Pequim é a mais afetada pelo renovado protecionismo dos Estados Unidos. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa de 34% sobre produtos chineses, como parte do que chamou de “Dia da Libertação para a América”. A medida soma-se a outras duas rodadas de tarifas de 10% aplicadas em fevereiro e março, que, segundo o republicano, são uma resposta à suposta responsabilidade da China na crise do fentanil.

    Em resposta, o Ministério das Finanças chinês comunicou que passaria a cobrar tarifas adicionais sobre todas as mercadorias americanas a partir da próxima quinta-feira, 10 de abril. A pasta do Comércio também anunciou uma série de novas restrições sobre exportações chinesas aos Estados Unidos de metais críticos encontrados em terras-raras, incluindo samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio, com efeito imediato.

    Além disso, Pequim adicionou onze empresas americanas à lista de “entidades não confiáveis”, abrindo caminho para que tome medidas punitivas, como a restrição de negócios com companhias chinesas.

    No fim de semana, autoridades chinesas se reuniram com representantes de cerca de 20 empresas dos EUA, incluindo Tesla e GE Healthcare. Durante o encontro, o vice-ministro do Comércio, Ling Ji, declarou que “a raiz do problema das tarifas está nos Estados Unidos”.

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    “Esperamos que as empresas americanas ajam com responsabilidade e contribuam para a estabilidade da cadeia de suprimentos global”, acrescentou.

    Não está claro se o presidente Xi Jinping se reunirá com Trump para discutir uma solução. Questionado sobre essa possibilidade, Lin disse que o tema deve ser tratado por outros departamentos. “Pressões e ameaças não são o caminho certo para lidar com a China. Defenderemos firmemente nossos direitos e interesses legítimos”, afirmou.

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