Com calor extremo, incêndios florestais avançam no Chile e matam ao menos 15
Queimadas se espalharam neste fim de semana; governo decretou estado de calamidade e também vai investigar possibilidade de atos criminosos
Ao menos 15 pessoas morreram em decorrência dos incêndios florestais que atingem áreas rurais do Chile há dois dias, em meio a alertas de calor extremo em várias regiões do país. O governo também informou que já está fazendo um trabalho conjunto com o Ministério Público do país para investigar a origem das queimadas e aplicar as punições criminais necessárias, em caso de confirmados incêndios de origem criminosa.
O presidente chileno, Gabriel Boric, anunciou no início da madrugada deste domingo, 18, a declaração de estado de emergência nas regiões de Ñuble e Bío-Bío, as mais atingidas, no centro do país, além de recomendar a evacuação imediata aos moradores de diversas cidades. “Todos os recursos estão disponíveis”, afirmou Boric em uma publicação nas redes sociais.
Na sexta-feira 16, os principais órgãos de alerta climático e prevenção de desastre do país já haviam ativado alerta vermelho para o calor extremo e anunciado o risco de incêndios para diversos pontos de toda a área abarcada entre os estados de Coquimbo a Los Ríos, extensão que inclue as regiões de Ñuble e Bío-Bío, além da região metropolitana da capital, Santiago.
Sob o chamado Estado de Exceção de Constitucional de Catástrofe, o governo informa que enviou reforços das Forças Armadas para as regiões, bem como de bombeiros, policiais e agentes públicos para ajudar na contenção das chamas, nas evacuações e no atendimento aos atingidos.
De acordo com informações do governo chileno do início desta tarde, 25 aeronaves e 3.700 foram enviados às duas regiões, onde já haviam 860 pessoas deslocadas para os 14 albergues abertos até agora. Destas, são 160 pessoas nos seis albergues montados em Ñuble e outras 700 em oito centros de acolhimento Bío-Bío.








