Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Conheça Guam, a ilha americana que a Coreia do Norte quer atacar

Proximidade torna o território especialmente interessante para Kim Jong-un, cujos testes de mísseis não demonstraram capacidade de atingir longas distâncias

Por Da redação
9 ago 2017, 16h17 • Atualizado em 10 ago 2017, 13h20
  • Ameaçada pela Coreia do Norte, que na terça-feira afirmou que considera lançar mísseis Hwasong-12 à ilha, Guam é um pequeno território americano no Oceano Pacífico ocidental considerado estratégico para os Estados Unidos. O local conta com um importante contingente militar americano de 6.000 soldados, destacados em uma base naval e na base aérea de Andersen. Dessa ilha, a principal do arquipélago das Marianas, partiam os bombardeiros B-52 para atacar Hanói durante a Guerra do Vietnã (1955-1975).

    Com 550 quilômetros quadrados, Guam foi descoberta em 1521 pelo navegador português Fernando de Magalhães, mas foi ocupada em 1526 pela Espanha. Com o Tratado de Paris, que pôs fim à Guerra Hispano-Americana, a ilha se tornou colônia dos Estados Unidos em 1898. Na II Guerra Mundial, Guam foi temporariamente ocupada pelos japoneses, que a invadiram em dezembro de 1941, e recuperada pelos Estados Unidos em 1944.

    A ilha está localizada a 3.400 quilômetros a sudeste da Coreia do Norte e a 6.500 quilômetros a oeste de Honolulu, capital do Estado do Havaí. A proximidade de Pyongynag a torna especialmente interessante para o líder norte-coreano, Kim Jong-un, cujos testes de mísseis não demonstraram capacidade de atingir longas distâncias.

    mapa-coreia-do-norte-guam-eua
    (VEJA/VEJA)
    Continua após a publicidade

    Direitos limitados

    Assim como acontece com Porto Rico, Guam tem status de território não incorporado dos Estados Unidos. Desse modo, seus 162.000 habitantes – dos quais 40% pertencem à população indígena Chamorro – são cidadãos americanos, mas com direitos limitados. Eles não podem participar das eleições nos Estados Unidos, e o único representante da ilha no Congresso americano não tem direito a voto nos projetos de lei.

    Em Guam, que figura na lista da ONU de territórios não autônomos, 45.000 pessoas recebem ajuda alimentar e se beneficiam do sistema de saúde americano. Desde 2011, o republicano Eddie Calvo atua como governador da ilha e, com frequência, surgem pedidos de referendo de autodeterminação, sempre rejeitados pela Justiça federal dos Estados Unidos.

    Turismo

    O Exército dos Estados Unidos contribui de maneira importante para a economia local, cujo PIB per capita foi de 35.439 dólares em 2015. A ilha é igualmente dependente do turismo. As praias paradisíacas, os complexos hoteleiros e as lojas duty-free representam um terço dos empregos em Guam, que atraiu mais de 1,5 milhão de visitantes em 2016. A maioria é japonesa e coreana.

    (com AFP e EFE)

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.