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Coreia do Norte diz que ataque cardíaco matou Kim Jong-nam

País nega versão malaia de que irmão do ditador Kim Jong-un tenha sido envenenado em aeroporto de Kuala Lumpur

Por Da redação
2 mar 2017, 15h37 • Atualizado em 4 jun 2024, 19h18
  • Um emissário da Coreia do Norte negou nesta quinta-feira que Kim Jong-nam, o irmão mais velho do líder do país, Kim Jong-un, foi assassinado com um potente agente tóxico e atribuiu sua morte no dia 13 de fevereiro no aeroporto de Kuala Lumpur a um ataque cardíaco.

    Ri Tong Il, ex-embaixador da Coreia do Norte na ONU, que lidera uma delegação norte-coreana enviada à Malásia para recolher o corpo, negou a versão malaia. Ri alegou que a vítima tinha um histórico médico de problemas cardíacos e pressão alta, e insistiu que há fortes indícios de que sua morte tenha sido causada por um ataque do coração.

    O diplomata também disse que, se ficar comprovado que a morte foi causada pelo agente químico VX, as amostras deveriam ser enviadas à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).

    As autoridades malaias informaram que Kim Jong-nam morreu minutos depois que duas mulheres, uma indonésia e um vietnamita, esfregaram em seu rosto o agente VX, conforme determinou uma autópsia preliminar, enquanto o norte-coreano estava em uma fila para embarcar em um voo rumo a Macau, na China, onde vivia em exílio voluntário.

    A polícia malaia acredita que ambas foram recrutadas por quatro norte-coreanos que fugiram do país horas depois do incidente, e pediu ajuda à Interpol para localizá-los.

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    As autoridades malaias ainda não identificaram formalmente Kim Jong-nam – que viajava com um passaporte diplomático com o nome de Kim Chol – à espera de poder comparar seu DNA com o de algum familiar.

    A Coreia do Sul identificou a vítima como o irmão de Kim Jong-un e atribuiu o crime a agentes norte-coreanos, enquanto Pyongyang questionou a investigação policial e acusou as autoridades malaias de conspirar com seus inimigos.

    As duas mulheres envolvidas no caso foram indiciadas na quarta-feira por assassinato, mas elas alegaram que tinham sido contratadas para participar de uma “pegadinha” para um programa de televisão e que não sabiam que a substância utilizada era um agente químico letal.

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    As autoridades malaias anunciaram hoje que outro detido, o químico norte-coreano Ri Jong Chol, será colocado em liberdade sem acusações e deportado a seu país.

    (Com EFE)

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