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Crise da Coreia do Norte pode sair do controle, diz China na ONU

Embaixador chinês advertiu que se as tensões com Pyongyang não forem aliviadas, as consequências podem ser "desastrosas"

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 20h05 - Publicado em 3 jul 2017, 19h35
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  • Coreia do Norte: teste de míssil balístico
    O ditador norte-coreano Kim Jong Un inspeciona o míssil balístico estratégico de longo alcance Hwasong-12 (Marte-12)  (KCNA/Reuters)

    O embaixador da China Liu Jieyi advertiu nesta segunda-feira sobre consequências “desastrosas” se as potências mundiais não conseguirem encontrar uma maneira de aliviar as tensões com a Coreia do Norte. Liu, que assume a presidência do Conselho de Segurança da ONU neste mês, afirmou que Pyongyang pode “sair do controle”.

    O embaixador se pronunciou um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou por telefone com o líder chinês Xi Jinping sobre a ameaça representada pelos mísseis e testes nucleares da Coreia do Norte. “Atualmente, as tensões são altas e certamente gostaríamos de ver uma melhora”, disse Liu em entrevista coletiva na sede da ONU.”Se as tensões só aumentam, mais cedo ou mais tarde nós perderemos o controle e as consequências serão desastrosas“, disse.

    A China tem pedido negociações para conter o programa nuclear norte-coreano, depois que seu aliado na Ásia realizou dois testes nucleares no ano passado e uma série de testes balísticos neste ano. Mas a proposta de Pequim para um congelamento dos programas militares de Pyongyang em troca de uma suspensão dos exercícios militares dos Estados Unidos com a Coreia do Sul não conseguiu ganhar força.

    Os Estados Unidos afirmam que negociarão com a Coreia do Norte caso o país interrompa seus testes nucleares e de mísseis. Descrevendo a crise com a Coreia do Norte como “muito, muito séria”, Liu disse que “outras partes” devem ser “estar mais próximas de aceitar e apoiar essas propostas”. “Nós não podemos esperar por muito tempo sem diálogo”, acrescentou.

    Crise no Catar

    Liu Jieyi falou também sobre a crise no Catar e pediu que o país resolva as divergências com seus vizinhos do Golfo Pérsico, assinalando que o Conselho não irá se envolver na disputa.

    O ministro das Relações Exteriores catariano, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, se encontrou com os membros do Conselho de Segurança na sexta-feira para discutir a ruptura das relações diplomáticas com Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

     

    (com AFP)

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