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Cuba abre economia para capital estrangeiro

Iniciativa ocorre em um contexto de fragilidade prolongada da economia cubana que está em crise desde 2019

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 dez 2025, 16h33 • Atualizado em 15 dez 2025, 16h36
  • Diante do agravamento da crise econômica, o governo de Cuba decidiu avançar em uma nova estratégia para atrair capital estrangeiro, anunciando um pacote de incentivos voltado à redução da burocracia e à ampliação da flexibilidade nas contratações. As medidas sinalizam uma inflexão relevante na política econômica do país, historicamente marcado por forte controle estatal.

    O anúncio foi feito pelo ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, durante a Feira Internacional de Havana, realizada no fim de novembro. Segundo o ministro, o conjunto de ações busca facilitar a entrada de investidores estrangeiros, tornando o ambiente de negócios mais ágil, confiável e com maior autonomia financeira para quem decide apostar no país.

    A iniciativa ocorre em um contexto de fragilidade prolongada da economia cubana. Nos últimos anos, o país sofreu fortemente com o colapso do turismo após a pandemia de covid-19, somado aos efeitos persistentes do embargo comercial, econômico e financeiro imposto pelos Estados Unidos. Esses fatores aprofundaram desequilíbrios estruturais já existentes.

    O impacto da crise é visível no dia a dia da população. A infraestrutura pública apresenta sinais de deterioração, os serviços básicos operam com dificuldades e os apagões prolongados se tornaram frequentes. Além disso, Cuba depende da importação de grande parte dos alimentos consumidos internamente, assim como de combustíveis e peças para manter em funcionamento suas usinas termelétricas, muitas delas defasadas.

    Para garantir o ingresso de divisas estrangeiras, o governo vem promovendo, de forma gradual, um processo de “dolarização” da economia. A medida já alcança o comércio varejista, empresas estatais de importação, postos de combustíveis e o setor de turismo. Pérez-Oliva afirmou que essa política será aprofundada, indicando que determinados bens e serviços passarão a exigir pagamento em moeda estrangeira, embora não tenha detalhado quais segmentos serão afetados.

    As mudanças anunciadas representam o passo mais significativo em direção à abertura econômica de Cuba nos últimos anos. Apesar da relevância do pacote, o governo ainda não informou quando as novas regras entrarão em vigor.

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