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Drone é abatido sobre palácio presidencial da Ucrânia durante visita de premiê britânico

Keir Starmer e Volodymyr Zelensky discutem apoio ocidental a Kiev em meio ao governo Trump nos EUA e firmam 'parceria de 100 anos'

Por Redação Atualizado em 16 jan 2025, 19h45 - Publicado em 16 jan 2025, 09h15

Uma visita do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a Kiev nesta quinta-feira, 16, foi invadida por sons de disparos dos sistemas de defesa aérea da cidade, depois que um drone foi avistado sobre o palácio presidencial ucraniano durante sua reunião com o presidente Volodymyr Zelensky.

A residência de Zelensky, onde os dois líderes devem realizar uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, ecoou com estrondos altos enquanto as defesas aéreas ucranianas tentavam abater o drone. Visto como uma possível “isca” russa, ela pôde ser vista e ouvida, zumbindo acima do Palácio Mariinskyi, não muito longe do gabinete do presidente.

O ataque ocorreu na primeira visita de Starmer ao exterior desde que assumiu o cargo, em julho. Mais cedo, ele disse que a parceria entre Reino Unido e Ucrânia seria “mais próxima do que nunca” – dias antes de Donald Trump, que deixou o futuro da aliança com Kiev incerto, retornar à Casa Branca.

Os dois países assinarão um acordo para aprofundar o relacionamento de defesa já existente, com mais assistência militar a Kiev em oferta para antecipar o que parece ser uma iminente redução do apoio americano. Trump, que toma posse na próxima segunda-feira, 20, tem reiterado sua promessa de levar o conflito na Ucrânia a uma conclusão rápida (embora sua própria equipe tenha admitido que pode levar meses). Ele deve se encontrar com o líder russo, Vladimir Putin, no início de seu mandato.

Preocupação com o fator Trump

Zelensky pediu que os aliados ocidentais da Ucrânia “não deixem a bola cair” e continuem a fornecer apoio militar de longo prazo ao seu país, alertando que, do contrário, haverá “mais agressão, caos e guerra”. Em Kiev, Starmer deve discutir quais garantias de segurança o Reino Unido pode oferecer, incluindo a possibilidade de soldados britânicos fazerem parte de uma força de manutenção da paz no pós-guerra.

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“A ambição de Putin de arrancar a Ucrânia de seus parceiros mais próximos tem sido um fracasso estratégico monumental. Em vez disso, estamos mais próximos do que nunca, e esta parceria levará essa amizade para o próximo nível”, disse Starmer. “Apoiar a Ucrânia para se defender da invasão bárbara da Rússia e reconstruir um futuro próspero e soberano é vital para a fundação de segurança de meu governo e nosso plano de mudança.”

A visita de Starmer a Kiev acontece depois dele discutir a direção do conflito após o retorno de Trump com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Reino Unido na semana passada. O republicano recentemente culpou o atual presidente americano, Joe Biden, pelo conflito e — ecoando a retórica do Kremlin — disse que conseguia “entender” por que a Rússia estava descontente com a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Putin, enquanto isso, não deu sinal de que está disposto a abandonar suas demandas maximalistas, que incluem a concessão de quatro regiões ucranianas que ele “anexou” em 2022 e um veto à adesão de Kiev à Otan. O cálculo aparente do presidente russo é que, com uma Ucrânia sem assistência militar dos Estados Unidos, a Rússia pode obter mais ganhos (seus militares estão chegando, pela primeira vez, ao oblast de Dnipropetrovsk, um centro de produção de defesa ucraniano).

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“Parceria de 100 anos”

A “parceria de 100 anos” entre a Ucrânia e o Reino Unido também visa impulsionar os laços econômicos em áreas não militares, como ciência e tecnologia. Starmer anunciará 40 milhões de libras (quase R$ 300 milhões) para recuperação econômica, o que o governo disse que criaria oportunidades para empresas britânicas. O financiamento será direcionado a corporações que apoiam a economia verde e grupos marginalizados, incluindo mulheres e veteranos.

“Não se trata apenas do aqui e agora, trata-se também de um investimento em nossos dois países para o próximo século, reunindo desenvolvimento tecnológico, avanços científicos e intercâmbios culturais”, disse Starmer.

O primeiro-ministro viajou a Kiev em fevereiro de 2023 como líder da oposição, quando garantiu a Zelensky que a postura do Partido Trabalhista também seria de apoio incondicional caso vencesse a eleição contra o Partido Conservador. Na ocasião, ele visitou as cidades satélites de Kiev, Bucha e Irpin, onde tropas russas executaram centenas de civis em 2022.

A Ucrânia também vem usando mísseis britânicos Storm Shadow contra alvos de alto valor em território russo, incluindo na província de Kursk. As forças ucranianas lançaram uma pequena contra-invasão há cinco meses na área da fronteira e recentemente capturaram dois soldados norte-coreanos.

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