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EUA e China estruturam acordo para conter disputa comercial

Conversa entre Trump e Xi Jinping deve tratar de tarifas, exportações agrícolas e restrições a terras raras

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 out 2025, 18h07 • Atualizado em 26 out 2025, 18h09
  • Um acordo comercial entre Estados Unidos e China parece cada vez mais próximo. Autoridades de ambos os países anunciaram neste domingo, 26, que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping estão estruturando a base para uma conversa prevista para quinta-feira, 30, na Coreia do Sul. A reunião deve abordar tarifas impostas por Washington a produtos chineses e as restrições de Pequim sobre a exportação de terras raras.

    O principal negociador comercial da China, Li Chenggang, afirmou que os dois lados chegaram a um “consenso preliminar”. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro Scott Bessent descreveu a situação como uma “estrutura muito bem-sucedida”, segundo informações da agência APNews. Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Bessent destacou que a possibilidade de novas tarifas sobre produtos chineses estava “efetivamente fora de cogitação”.

    As negociações incluem também compromissos iniciais da China para impedir que precursores químicos do fentanil entrem nos EUA e compras substanciais de soja e outros produtos agrícolas. Questionado sobre a proximidade de um acordo final, o representante comercial americano Jamieson Greer afirmou no Fox News Sunday que “realmente vai depender” do encontro entre os dois presidentes.

    Para Trump, o acordo deverá envolver concessões mútuas. Em declaração neste sábado, 25, ele afirmou que “eles [chineses] terão que fazer concessões. Acho que nós também faremos. Estamos com uma tarifa de 157% para eles. Não acho que isso seja sustentável para eles. Eles querem reduzir isso, e nós queremos certas coisas deles”.

    Impactos e oportunidades para o Brasil

    A aproximação entre Washington e Pequim repercute no Brasil, cujo principal parceiro comercial é a China. No acumulado deste ano, quase um terço das exportações brasileiras teve destino ao país asiático. O impacto do chamado “tarifaço” americano pôde ser observado em agosto: enquanto os EUA impunham restrições, as vendas brasileiras para a China registraram alta de quase 30%.

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    Em paralelo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi indicado por Trump como principal negociador com o Brasil sobre o tema, após uma conversa por telefone entre Lula e o presidente americano no início do mês. Rubio participa da reunião da ASEAN neste domingo e sinalizou que Washington vê como “benéfico” para o Brasil estreitar relações comerciais com os EUA em vez da China. “Achamos que, a longo prazo, é benéfico para o Brasil nos tornar seu parceiro de escolha e comércio, em vez da China”, declarou à Reuters.

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