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Irã diz que protestos já causaram 5.000 mortes no país

Manifestações se estendem há 20 dias; lideranças ocidentais culpam a repressão, enquanto Teerã afirma que as forças estrangeiras estão financiando a violência

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jan 2026, 10h15 • Atualizado em 18 jan 2026, 10h18
  • Ao menos 5.000 pessoas já morreram, incluindo 500 agentes de segurança, em decorrência das manifestações violentas que tumultuam o Irã desde o final do ano passado, de acordo com as estimativas oficiais do governo. As informações foram dadas à agência internacional de notícias Reuters, neste domingo 18, por um porta-voz do regime que preferiu não se identificar.

    O oficial  acusou “terroristas e manifestantes armados” de matar “iranianos inocentes”. Ele afirmou, contudo, que não espera “que o número final de mortes deva crescer muito mais”, e acrescentou que são “Israel e grupos estrangeiros armados” que estão equipando os manifestantes.

    Uma onda de protestos ocupa as ruas do país desde 28 de dezembro, reclamando, a princípio, do aumento de preços e a piora nas condições de vida, mas logo escalando para uma ampla contestação ao regime dos aiatolás que controla o Irã há quatro décadas. Enquanto lideranças ocidentais e movimentos pelos direitos humanos culpam a repressão das autoridades pelas mortes, Teerã afirma que são as forças estrangeiras que estão insuflando a violência.

    No sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela insurreição. “Consideramos o presidente americano culpado pelas mortes, pelos danos e pelas acusações formuladas contra a nação iraniana”, disse Khamenei, que citou uma “conspiração americana” para “devorar o Irã” e “subjugar o Irã militar, política e economicamente”.

    A conta da HRANA, um grupo norte-americano de defesa dos direitos humanos que tenta ratrear os desaparecidos, é de que as mortes confirmadas alcançaram 3.308 até sábado, com 4.382 outro casos ainda sob análise. O grupo afirma que também já contou 24 mil pessoas presas.

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