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Irã está ‘pisando no acelerador’ em enriquecimento de urânio, diz chefe da AIEA

País estaria chegando a níveis próximos ao necessário para produzir armas nucleares, segundo Rafael Grossi

Por Redação 22 jan 2025, 12h55

O chefe da agência nuclear das Nações Unidas, Rafael Grossi, disse nesta quarta-feira, 22, que o Irã está “pisando no acelerador” em seu enriquecimento de urânio, chegando a níveis próximos ao necessário para produzir armas nucleares

“Antes, (o Irã) produzia mais ou menos sete quilos (de urânio enriquecido a até 60%) por mês, agora está acima de 30 ou até mais do que isso. Então, acho que isso é uma indicação clara de uma aceleração. Eles estão pisando no acelerador”, disse Grossi no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU declarou que Teerã atualmente possui cerca de 200 kg de urânio enriquecido a até 60% de pureza, o que seria suficiente para fabricar quatro armas nucleares, caso o metal seja enriquecido ainda mais. No entanto, a organização afirma que o país levaria tempo para instalar e colocar em operação centrífugas para tornar a produção de armas possível. 

A AIEA já havia confirmado em um relatório confidencial aos Estados-membros no mês passado que o Irã estava acelerando o enriquecimento de urânio para até 60% de pureza, próximo ao nível que é considerado adequado para a produção de armas. O processo de enriquecimento consiste em refinar a matéria-prima para que ela possa ser usada como combustível na geração de energia nuclear civil ou, potencialmente, em armas nucleares.

A declaração de Grossi gerou preocupação entre as potências ocidentais, que afirmam que não há justificativa para enriquecer o metal a esse nível e que nenhum outro país o fez sem produzir armas nucleares. O Irã, por sua vez, disse que seu programa é inteiramente pacífico e negou estar buscando tais armas. 

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O chefe da AIEA também pediu diplomacia entre o Irã e o governo do presidente americano, Donald Trump, que em seu primeiro mandato retirou os Estados Unidos de um acordo nuclear que colocava limites rígidos às atividades atômicas de Teerã. 

“Pode-se perceber pelas primeiras declarações do presidente Trump e de alguns outros membros do novo governo que há uma disposição, por assim dizer, de ter uma conversa e talvez chegar a algum tipo de acordo”, disse ele.

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