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Ivanka Trump: tolerância zero com imigração foi ‘momento infeliz’

Filha e assessora do presidente dos EUA criticou política que resultou na separação de mais de 2.500 crianças de seus pais na fronteira

Por Da Redação 2 ago 2018, 17h57 | Atualizado em 2 ago 2018, 19h00
Ivanka Trump: tolerância zero com imigração foi ‘momento infeliz’ Priorizar nos meus resultados Google

A filha do presidente dos Estados Unidos, Ivanka Trump, posicionou-se contra a política de tolerância zero com a imigração adotada por seu pai desde maio, que resultou na separação de famílias na fronteira com o México. Para ela, o episódio foi um  “momento infeliz” do mandato de Donald Trump na Casa Branca.

Durante uma conferência organizada pelo site Axios, Ivanka avaliou que a crise na fronteira sul americana agravou-se no início deste ano, quando milhares de crianças foram separadas de seus pais migrantes.

“Esse foi um momento infeliz para mim também”, indicou Ivanka, de 36 anos, que se descreveu também como “filha de imigrantes” pelo fato de sua mãe ter nascido e crescido na antiga Checoslováquia. Ela teve o cuidado de dizer que Ivana, sua mãe, chegou aos Estados Unidos de forma legal.

“Sou muito contra a separação das famílias e a separação de pais e filhos, de modo que estou de acordo com esse sentimento”, acrescentou ela, que também é assessora do presidente na Casa Branca.

Ivanka Trump igualmente se distanciou de um dos traços mais evidentes de seu pai – os ataques recorrentes ataques aos meios de comunicação e a seus profissionais. Trump frequentemente aponta a imprensa americana como geradora de notícias falsas (fake news, em inglês) e insulta os jornalistas chamando-os de “desgraçados”, “pessoas más” e “inimigos dos Estados Unidos”.

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“Não sinto que os meios de comunicação sejam inimigos das pessoas”, disse Ivanka quando questionada sobre o tema.

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A crise na área de imigração começou em maio, quando as novas regras da política de tolerância zero foram adotadas. Na fronteira, imigrantes ilegais foram presos, e seus menores menores foram conduzidos para centros de acolhida espalhados pelo país ou para instalações improvisadas construídas em locais próximos da fronteira.

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A polêmica em torno dessas normas chegaram ao ápice em junho, quando foram divulgadas fotografias de crianças alojadas dentro de jaulas e um áudio com gritos e choros de crianças chamando por suas mães. No mesmo mês, pressionado por parlamentares de seu próprio partido republicano, Trump revogou a separação das famílias por decreto.

A Justiça impôs o dia 26 de julho como data limite para a reunião de mais de 2.500 crianças separadas a seus pais ou responsáveis. Até hoje, 711 menores continuam separados por diferentes razões.  Parte foi levada aos Estados Unidos por adultos que não faziam parte de suas famílias, em um claro sinal de tráfico humano, e outras têm seus país presos no país por diversos crimes.

“Desse modo, somos muito cuidadosos sobre incentivar uma conduta que ponha as crianças em risco de serem traficadas, em risco de entrarem neste país com ‘coiotes’ (traficantes de pessoas) ou que façam uma viagem extremamente perigosa sozinhas”, acrescentou.

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