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Justiça colombiana manda soltar ex-presidente Álvaro Uribe, condenado a 12 anos de prisão

Tribunal ordenou libertação enquanto analisa recurso em caso de suborno e fraude processual

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 ago 2025, 07h20 - Publicado em 20 ago 2025, 07h19

A Justiça da Colômbia ordenou na noite de terça-feira, 19, a libertação do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), preso em sua residência, em uma área próxima a Medellín. Em decisão, o Tribunal Superior de Bogotá afirmou que ele deve ser solto enquanto analisa o recurso do político contra a condenação de 12 anos de prisão domiciliar por suborno e fraude processual, anunciada em 1º de agosto.

A condenação de Uribe marcou a primeira vez na história moderna do país que um ex-presidente foi sentenciado criminalmente. O processo penal começou em fevereiro deste ano, após mais de uma década de tentativas da defesa de arquivar o caso.

+ Justiça da Colômbia condena ex-presidente Álvaro Uribe a 12 anos de prisão domiciliar

Fundador do partido de direita Centro Democrático, principal adversário do governo do atual presidente Gustavo Petro, Uribe diz ser inocente e caracteriza o caso como perseguição política.

Figura dura na política de segurança, liderando uma campanha militar implacável contra cartéis do narcotráfico e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Uribe foi aliado próximo dos Estados Unidos e ainda mantém laços com setores da direita americana. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou anteriormente o processo contra o ex-presidente, alegando, sem apresentar provas, que o caso representa “a instrumentalização do Judiciário colombiano por juízes radicais”.

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O processo ganhou novo fôlego sob o comando da procuradora-geral Luz Camargo, indicada pelo atual presidente Petro — um ex-guerrilheiro.

A origem do caso remonta a 2012, quando o senador Iván Cepeda acusou o ex-presidente e seu irmão Santiago de fundarem e financiarem um grupo paramilitar de direita, o Bloque Metro, na Fazenda Guacharacas, de propriedade da família Uribe, em Antioquia. Monsalve, filho do capataz da fazenda, foi o principal delator.

Em 2018, o advogado de Uribe visitou Monsalve na prisão e ofereceu benefícios jurídicos em troca de uma retratação, conversa registrada em áudio e usada como prova no processo. A Suprema Corte arquivou, então, a denúncia contra Cepeda e abriu uma investigação contra Uribe. A Corte chegou a decretar prisão domiciliar do ex-presidente em 2020, mas ele renunciou ao Senado para que o caso fosse transferido à Justiça comum.

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