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Macron acusa EUA de se afastarem de aliados e romperem com ordem internacional

Presidente francês critica 'novo colonialismo' em meio às tensões envolvendo a captura de Nicolás Maduro e ameaças de anexação da Groenlândia

Por Flávio Monteiro
8 jan 2026, 14h58 •
  • O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira, 8, que os Estados Unidos promovem uma ruptura com as regras internacionais e se afastam gradualmente de seus aliados. No discurso presidencial anual a embaixadores franceses no Palácio do Eliseu, seu tom contundente expôs as tensões entre líderes europeus e o presidente americano, Donald Trump, após a invasão à Venezuela para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro e seus avanços renovados sobre a Groenlândia, território autônomo dinamarquês que ele ameaçou anexar ao seu país.

    Durante o discurso a diplomatas, Macron afirmou que “os Estados Unidos são uma potência estabelecida, mas que está gradualmente se afastando de alguns de seus aliados e rompendo com regras internacionais que ainda promoviam recentemente”. Macron ainda alertou para o fato de que “vivemos em um mundo de grandes potências que têm uma verdadeira tentação de dividir o planeta” e rejeitou aquilo que descreveu como “novo colonialismo e imperialismo”.

    Macron também teceu críticas à China (“sua agressividade comercial está cada vez mais desinibida”) e à Rússia (“uma potência desestabilizadora”), mas o ponto de destaque de seu discurso foram as observações sobre os Estados Unidos. O presidente francês reiterou a importância da governança global em um momento no qual “as pessoas se perguntam todos os dias se a Groenlândia será invadida” ou se “o Canadá enfrentará a ameaça de se tornar o 51º Estado”, em referência a notórias declarações com cunho expansionista de Trump.

    + Rubio nega interesse em invasão e diz que Trump busca comprar a Groenlândia

    Embora as bravatas do presidente americano sempre tenham feito parte do seu repertório, elas deixaram de soar como simples retórica desde a captura de Maduro no último sábado 3. A operação, conduzida por forças especiais dos Estados Unidos em solo venezuelano, resultou na prisão do ditador, extraditado para Nova York, e gerou uma série de denúncias sobre a violação do direito internacional.

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    A preocupação se tornou ainda maior em solo europeu no domingo 4, quando Trump reiterou seu interesse em obter o controle da maior ilha do mundo. “Precisamos da Groenlândia para garantir a segurança nacional, e a Dinamarca não tem capacidade de protegê-la”, disse o republicano a repórteres a bordo do Air Force One. A declaração chocou Copenhague e inúmeros aliados americanos de longa data na Europa.

    Membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmam que qualquer ataque ao território pertencente à Dinamarca significaria o fim da aliança militar, mas Washington se recusou a descartar o uso da força para assumir o controle da ilha. Recentemente, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que empregar as forças armadas é “sempre uma opção”.

    O líder francês também insistiu que esse era o momento ideal para “reinvestir totalmente nas Nações Unidas“, uma vez que “seu maior acionista já não acredita nela”, em referência à saída dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais — metade delas ligadas à ONU. Apesar das tensões, Macron não chegou a pedir uma ruptura com Washington. Enviados americanos desembarcaram em Paris no início desta semana para discutir questões envolvendo a guerra na Ucrânia.

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