Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Macron torna cargo de primeira-dama oficial e é alvo de críticas

Presidente francês defendeu o fim do nepotismo durante a campanha e agora enfrenta acusações de hipocrisia

Por Da redação
7 ago 2017, 16h51 • Atualizado em 7 ago 2017, 17h03
  • O presidente da França, Emmanuel Macron, foi criticado por tornar oficial o cargo de primeira-dama. De acordo com a Constituição francesa, o cônjuge do governante não goza de papel oficial, embora tenha direito a um escritório e conselheiros. Com a regularização do cargo, a esposa de Macron, Brigitte, passa a ter também acesso a fundos públicos.

    Apesar de durante sua campanha Macron ter declarado que tornaria oficial o status de primeira-dama, o político garantiu na época que, independente do papel que sua esposa assumisse, ela não seria paga com verba pública. Além disso, como o fim do nepotismo foi também uma de suas promessas, agora enfrenta acusações de hipocrisia. Uma petição com cerca de 200 mil assinaturas foi lançada contra a decisão.

    Brigitte Macron atualmente tem uma equipe de dois ou três assessores, bem como dois secretários e dois agentes de segurança. Isso é o suficiente. Não há nenhuma razão para que a esposa do chefe de Estado obtenha um orçamento dos fundos públicos”, diz a petição em Change.org lançada por Thierry Paul Valette, que se apresenta como artista, pintor, autor e cidadão engajado.

    Proibição de Nepotismo

      A polêmica ocorre no momento em que Macron  se prepara para aprovar uma lei que proíbe os parlamentares de empregar familiares. Se o projeto for aprovado, qualquer pessoa condenada por nepotismo pode enfrentar multas e até mesmo ser presa.

      Continua após a publicidade

      Alguns legisladores se manifestaram sobre as posições aparentemente contraditórias de Macron. O deputado Ugo Bernalicis, da coalização de extrema esquerda, do partido La France Insoumise, publicou em seu Twitter. “Contra o emprego familiar, mas apoia um status oficial para Brigite Macron, que não foi eleita por ninguém”. 

      https://twitter.com/Ugobernalicis/status/890502271485825024

      O membro da Assembleia Nacional da França, Thierry Mariani, também disse em seu Twitter que o presidente segue o lema “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. 

      Continua após a publicidade

      https://twitter.com/ThierryMARIANI/status/887037631313440768

      Popularidade

      A discussão afeta ainda mais a popularidade de Macron, em baixa nas últimas semanas. De acordo com uma série de pesquisas, o presidente teve a maior queda de popularidade dos últimos 22 anos para os três primeiros meses de governo. 

      No mês passado, o general Pierre de Villiers, chefe do Estado-Maior do Exército, se queixou dos cortes orçamentários promovidos na área da Defesa e renunciou ao cargo

      (Com agência AFP) 

      Publicidade

      Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

      Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

      Domine o fato. Confie na fonte.

      15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

      OFERTA RELÂMPAGO

      Digital Completo

      A notícia em tempo real na palma da sua mão!
      Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
      De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
      OFERTA RELÂMPAGO

      Revista em Casa + Digital Completo

      Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
      De: R$ 55,90/mês
      A partir de R$ 29,90/mês

      *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
      *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.