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México anuncia envio de ajuda a Cuba em meio a risco de colapso humanitário

Envio de alimentos ocorre enquanto governo tenta retomar fornecimento de petróleo sem ser afetado por sanções dos EUA

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 18h38 • Atualizado em 7 fev 2026, 09h08
  • A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta sexta-feira, 6, que seu governo vai enviar ajuda humanitária a Cuba. A remessa, que deve ser entregue até a próxima segunda-feira, incluirá alimentos e suprimentos básicos e ocorre em meio ao agravamento da crise energética e humanitária enfrentada pela ilha.

    “Estamos planejando enviar essa ajuda ainda neste fim de semana ou, no máximo, até segunda-feira”, afirmou a presidente durante sua coletiva matinal no Palácio Nacional, na Cidade do México.

    + ONU alerta para risco de colapso humanitário em Cuba por falta de petróleo

    Além da assistência emergencial, Sheinbaum disse que o governo mexicano mantém negociações diplomáticas para retomar o fornecimento de petróleo a Cuba, após remessas serem suspensas em meados de janeiro por pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Washington chegou a ameaçar impor tarifas a países que forneçam combustível ao regime cubano, classificado pela Casa Branca como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional americana. Segundo Sheinbaum, o México busca evitar sanções, mas mantém o diálogo aberto. “Evidentemente não queremos sanções contra o México, mas estamos em processo de negociação. Por ora, a ajuda humanitária será enviada”, disse.

    Fontes do governo mexicano afirmaram à agência Reuters que autoridades avaliam alternativas para fornecer combustível à ilha sem provocar retaliações comerciais por parte dos Estados Unidos.

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    O anúncio ocorre em meio a alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a rápida deterioração da situação em Cuba. Na quarta-feira, 4, o secretário-geral da entidade, António Guterres, advertiu para o risco de um “colapso humanitário” caso o país não consiga importar petróleo suficiente para atender às necessidades básicas da população.

    Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a escassez de combustível compromete diretamente serviços essenciais, como hospitais, abastecimento de água, transporte público e a distribuição de alimentos. “O secretário-geral está muito preocupado com a situação humanitária em Cuba, que pode se agravar severamente — ou mesmo entrar em colapso — se suas necessidades de petróleo não forem atendidas”, afirmou.

    A crise se intensificou nas últimas semanas com o endurecimento da política americana em relação ao regime cubano. Trump voltou a atacar Havana, classificando o país como uma “nação falida”, e afirmou que Cuba deixou de contar com apoio financeiro e energético da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro.

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