México exige aos EUA esclarecimentos sobre morte de cidadão sob guarda do ICE
Governo mexicano diz que homem morreu na quarta-feira 14 em um centro de detenção de imigrantes em Atlanta
O Ministério das Relações Exteriores do México solicitou aos Estados Unidos, na quinta-feira 15, esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte de um de seus cidadãos sob custódia do ICE, a polícia de imigração americana, na Geórgia.
O consulado mexicano em Atlanta pediu “que as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmou que “está cooperando nos esforços necessários para garantir uma investigação rápida e transparente”, acrescentou a pasta em um comunicado.
Segundo o governo mexicano, a morte ocorreu na quarta-feira 14. O Ministério das Relações Exteriores não divulgou o nome da vítima, mas confirmou que o consulado “estabeleceu contato imediato” com a família. Autoridades americanas não emitiram comunicados oficiais sobre o assunto.
Segundo dados oficiais divulgados pelo ICE, pelo menos outras quatro pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes em 2026.
O ano passado foi o mais letal para os detidos pela polícia de imigração em duas décadas: pelo menos 30 pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes, o maior número desde 2004, logo após a criação da agência.
As operações do ICE durante o governo do presidente Donald Trump, que deu novo gás à agência federal com aumentos no orçamento, nas contratações, uma meta diária de detenções e sua política de deportações em massa, entraram no olho do furacão desde a morte a tiros de Renee Nicole Good, uma mulher de 37 anos, pelas mãos de um agente em Mineápolis, em 7 de janeiro. Desde então, a cidade foi tomada por protestos, que se espalharam por alguns lugares do país.






