Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Milei sofre nova pressão com protestos na Casa Rosada e no Congresso da Argentina

Oposição, organizações sociais, profissionais da saúde, professores, universitários e sindicatos aderiram à Marcha Federal Universitária

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2025, 17h45 •
  • Organizações sociais, profissionais da saúde, professores, universitários e sindicatos foram às ruas em Buenos Aires nesta quarta-feira, 17, para protestar contra os vetos do presidente da Argentina, Javier Milei, às leis de financiamento universitário e de emergência pediátrica. Como parte da Marcha Federal Universitária, manifestantes se reuniram em frente à Praça do Congresso, palco de discursos contra demissões de hospitais e em defesa da educação pública, que também exigiam a renúncia do ministro da Saúde, Mario Lugones.

    Do lado de dentro do Congresso, legisladores debatem os vetos de Milei. O Ministério da Segurança lançou uma grande operação de segurança nas proximidades da sede do Legislativo da Argentina nesta manhã. Foram implementadas cercas e o trânsito foi bloqueado, ao passo que centenas de efetivos das cinco forças federais foram enviadas ao local.

    Membros de partidos da oposição e dos dois maiores sindicatos do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Central Única dos Trabalhadores da Argentina (CTA), também aderiram aos protestos. Perto da sede das Mães da Praça de Maio, onde fica a Casa Rosada, o Movimento Direito a um Futuro, do governador Axel Kicillof, passou a se mobilizar para uma marcha nesta tarde. Às 16h, Axel chegou acompanhado do ministro da Cultura e Educação da província, Alberto Sileoni, além do líder sindical universitário Daniel Ricci.

    Continua após a publicidade

    + Irmã de Milei revoga liminar que impedia divulgação de áudios gravados na Casa Rosada

    “Saúde e educação são direitos humanos fundamentais, e devemos defendê-los nas ruas. É preciso exercer forte pressão porque o governo distribuiu dinheiro a alguns governadores para influenciar os votos dos deputados”, afirmou Rodolfo Aguiar, secretário-geral do Partido Ação Nacional (ATE), ao jornal argentino La Nación.

    Continua após a publicidade

    “É mentira que se trata de uma questão orçamentária ou que o equilíbrio fiscal esteja em jogo. Não o ouvimos falar sobre o orçamento quando decidiu reduzir o imposto sobre a propriedade pessoal dos ricos . Nem ele falou sobre o orçamento quando reduziu os impostos sobre os ricos do campo ou quando decidiu gastar somas multimilionárias e aumentar os gastos com inteligência”, acrescentou.

    O projeto de financiamento universitário previa o ajuste automático pela inflação de despesas operacionais, hospitais universitários e utensílios de ciência e tecnologia. As correções seriam feitas de maneira retroativa a 2024 e aconteceriam a cada bimestre. Além disso, estabelecia um aumento salarial inicial de 40,8% e reajustes mensais atrelados ao IPC, além de reestruturar bolsas de estudo.

    A lei de emergência pediátrica, por sua vez, propõe um aumento salarial para todos os funcionários da área, elimina o imposto de renda sobre horas de plantão e horas extras, bem como permite a compras de suprimentos e o financiamento por meio de fundos de contingência. Também fortalece o sistema de residência médica, que passaria a ser financiado através da realocação de verbas e do uso de reservas.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.