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Mulheres violentadas processam dona do Tinder e Hinge por ‘acolher estupradores’

Vítimas afirmaram que, ao permitir que os perfis de abusadores denunciados continuassem ativos, empresa deu aval para 'predadores sexuais'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 dez 2025, 17h16 • Atualizado em 16 dez 2025, 19h17
  • Seis mulheres que foram estupradas ou agredidas sexualmente após serem drogadas por um médico nos Estados Unidos entraram com um processo nesta terça-feira, 15, contra a Match Group, controladora do Tinder e Hinge, por “acolher estupradores em seus produtos” através de “negligência” e um produto “defeituoso”. Apoiadas por quatro escritórios de advocacia, as vítimas afirmaram que, ao permitir que os perfis de abusadores denunciados continuassem ativos, como o caso de Stephen Matthews, a empresa deu aval para “predadores sexuais”.

    “Mesmo quando o Match Group recebe denúncias de estupradores, continua a acolhê-las, não alerta os usuários sobre os riscos gerais e específicos e recomenda ativamente predadores conhecidos aos seus membros”, disse a denúncia de 54 páginas. “Os estupradores sabem que cada plataforma do Match Group oferece um catálogo de vítimas disponíveis.”

    Em agosto, Matthews foi condenado a uma pena de 158 anos à prisão perpétua por 35 acusações de drogar e/ou agredir sexualmente 11 mulheres entre 2019 e 2023. Ele teria sido denunciado ao aplicativo pela primeira vez por uma sobrevivente em 2020, mas continuaria com acesso por mais três anos, quando outra mulher abusada foi à delegacia em Denver.

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    Embora o Match Group tenha alegado que havia “banido permanentemente” Matthews, a ação apontou que a conta do médico permaneceu ativa e chegou a ser colocada como “destaque”. A queixa também citou uma investigação de 18 meses sobre a empresa realizada pelo Dating App Reporting Project, publicada no jornal britânico The Guardian em fevereiro, que apontava que a controladora sabia da dimensão dos problemas há anos, mas manteve essa informação em segredo.

    As seis mulheres mantiveram a identidade em sigilo para proteger a privacidade. O processo alega que o design do Hinge é “defeituoso”, já que o agressor pode desfazer a combinação com uma vítima antes que ela o denuncie. Além disso, testes pelo relatório mencionado revelaram que usuários banidos conseguiam voltar ao Tinder, sem precisar alterar nome, data de nascimento ou foto de perfil, até o início de 2025.

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