O que será de Sarah Ferguson após prisão do ex-príncipe Andrew?
Ex-duquesa de York volta ao centro da crise da monarquia britânica enquanto nove forças policiais avaliam investigações ligadas a Epstein
A prisão do ex-príncipe Andrew, sob suspeita de má conduta em cargo público, reacendeu a crise que há anos envolve seu nome — e voltou a lançar incertezas sobre o futuro de sua ex-mulher, Sarah Ferguson, a Fergie.
Embora divorciados desde 1996, os dois mantiveram uma convivência próxima ao longo das décadas, a ponto de continuarem vivendo juntos no Royal Lodge, em Windsor, até recentemente.
A ex-duquesa já chegou a defini-los como “o casal divorciado mais feliz do mundo”, insistindo que eles “nunca realmente se deixaram”.
Agora, com Andrew detido e sob investigação ligada a possíveis irregularidades cometidas durante o período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido, o isolamento do ex-casal se aprofunda. Andrew enfrenta suspeitas de ter compartilhado informações potencialmente sensíveis com o financista americano Jeffrey Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. O caso ampliou o desgaste público que já havia custado ao príncipe funções oficiais e títulos honorários.
Ferguson, por sua vez, vinha mantendo perfil discreto nos últimos meses. Aos 66 anos, foi vista recentemente nos Alpes franceses antes de seguir para os Emirados Árabes Unidos.
Parte da viagem coincidiu com compromissos profissionais da filha mais nova do casal, princesa Eugenie, que participou de uma feira de arte em Doha, no Catar, onde atua como diretora na galeria Hauser & Wirth.
A movimentação reforça a tentativa da família de manter agendas próprias enquanto o escândalo ganha novos contornos.
A situação se complica porque a investigação sobre Andrew ocorre em paralelo à análise de possíveis desdobramentos criminais em diferentes regiões do Reino Unido.
Nove forças policiais confirmaram que avaliam informações relacionadas a Epstein, incluindo alegações sobre uso de aeroportos britânicos e possíveis encontros ocorridos no país.
Embora não haja acusação formal contra Ferguson, sua ligação pessoal com Andrew a mantém inevitavelmente associada ao caso.
Ao longo dos anos, Fergie alternou períodos de ostracismo e tentativas de reconstrução de imagem pública, enfrentando controvérsias financeiras e críticas da imprensa sensacionalista.
Sem papel oficial na monarquia desde o divórcio, mas ainda integrada à dinâmica familiar, sobretudo por meio das filhas, seu futuro permanece indefinido.
Dependendo do desfecho judicial, poderá optar por um afastamento ainda maior dos holofotes ou manter uma presença discreta ao lado da família.
Por ora, Sarah Ferguson permanece em silêncio. A extensão do impacto sobre sua vida pública e privada dependerá diretamente dos próximos passos da investigação que volta a colocar a monarquia britânica sob intensa pressão.





