Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Mês dos Pais: Revista em casa por 7,50/semana

Por que região do Donbas é peça-chave para negociações entre Rússia e Ucrânia

Com grande população russófona, Donetsk e Luhansk são desejados por Vladimir Putin há mais de uma década

Por Flávio Monteiro
Atualizado em 19 ago 2025, 11h21 - Publicado em 19 ago 2025, 11h07

Após reuniões no Alasca e em Washington, negociações para o fim da guerra na Ucrânia estão mais abertas do que nunca. A possibilidade de paz, no entanto, passa pelo destino de um território chave para entender o conflito: o Donbas. O presidente russo, Vladimir Putin, exige que tropas ucranianas se retirem totalmente de Donetsk e Luhansk — as duas regiões que compõe o território — para uma eventual trégua.

A proposta é constantemente rejeitada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Ceder o território é visto como entregar de bandeja aos russos uma plataforma para realizar incursões no centro do país. A negativa encontra eco na opinião pública: aproximadamente 75% dos ucranianos discordam da possibilidade de ceder qualquer território nacional a Moscou, de acordo com o Instituto Internacional de Sociologia de Kiev.

Nesse momento, a Rússia domina cerca de 88% do Donbas (mais de 46 mil km²), incluindo a totalidade de Luhansk e três quartos de Donetsk. No entanto, Kiev detém o controle das cidades de Kostiantynivka e Pokrovsk, consideradas cruciais para impedir o avanço russo, e de inúmeras posições fortificadas ao longo da linha de frente.

Durante encontro com o presidente americano, Donald Trump, Putin teria dito que interromperia seus avanços, congelando a linha de frente em sua configuração atual: atualmente, a Rússia controla 19% da Ucrânia, incluindo toda a Crimeia, toda Luhansk, mais de 70% das regiões de Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, e partes das regiões de Kharkiv, Sumy, Mykolaiv e Dnipropetrovsk. Na semana passada, tropas russas avançaram 16 quilômetros em território ucraniano, em uma ofensiva relâmpago que aumentou a pressão militar sobre Kiev.

+ Após cúpula com Trump, líderes europeus discutem garantias de segurança para Ucrânia

Localizado no extremo-leste ucraniano, o Donbas é o coração industrial da Ucrânia, rico em carvão e indústria pesada. O território tem sido alvo de Putin desde a década passada, quando movimentos separatistas foram armados e financiados pela Rússia em uma articulação que levou à invasão militar de 2022. Na época, Moscou justificou a ofensiva declarando que se tratava de uma tentativa de “libertar” a região e proteger russos étnicos de um suposto genocídio por parte de Kiev, uma vez que a intensa migração decorrente do período soviético tornou o Donbas uma das regiões mais russófonas do país.

Diferente da região ocupada da Crimeia, que tem uma profunda ligação com a identidade russa, Moscou tentou por anos influenciar a opinião pública para formar um elo com o Donbas, mas sem grande sucesso até a invasão. Se no início do conflito somente um quarto dos russos apoiava a incorporação de Donetsk e Luhansk à federação, pesquisas atuais apontam que a maioria da população defende a anexação dos territórios.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 16,90/mês
Apenas 9,90/mês*
OFERTA MÊS DOS PAIS

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
De: R$ 55,90/mês
A partir de 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.