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Premiê do Canadá se prepara para pedir renúncia, dizem jornais

Há quase uma década no poder, Justin Trudeau, de centro-esquerda, sofre pressão para deixar o cargo desde o ano passado

Por Redação 6 jan 2025, 08h43

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pode anunciar sua renúncia ainda nesta segunda-feira, 6, informaram dois importantes jornais canadenses. Há quase uma década no poder, o líder do Partido Liberal, de centro-esquerda, sofre pressão para deixar o cargo desde o ano passado, em meio a uma crise de confiança que o fez perder apoio dentro da própria legenda.

O jornal canadense Globe and Mail citou três fontes dizendo que Trudeau, 53 anos, deixaria o cargo. Uma das fontes havia falado recentemente com o primeiro-ministro, e acreditava que ele pretendia renunciar antes de uma reunião de emergência dos membros do partido na quarta-feira, 8. “Não parece que ele foi forçado a sair por seus próprios parlamentares”, avaliou a autoridade.

O Toronto Star, por sua vez, disse que também confirmou que o premiê deve “sinalizar suas intenções de se afastar já na segunda-feira”, citando uma “fonte sênior”.

Crise no governo

A popularidade de Trudeau despencou em meio a uma inflação recorde, que levou a uma crise imobiliária aguda e à alta nos preços nos supermercados, provocando fadiga entre a população com o governo. Pesquisas recentes mostram que o Partido Liberal tem apenas 16% de apoio, sua pior avaliação pré-eleições em mais de um século, com o Partido Conservador, da oposição, na dianteira.

No final de outubro, mais de vinte parlamentares da base do Partido Liberal assinaram uma carta pedindo que Trudeau deixasse o cargo, devido a temores de uma derrota sísmica na eleição federal, programada para 2026. A gota d’água foi a renúncia chocante de sua vice, Chrystia Freeland, em outubro. Ao anunciar sua renúncia, ela questionou a capacidade do primeiro-ministro para ser o timoneiro do Canadá durante o novo governo de Donald Trump, que assume a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro, e promete uma gestão marcada por nacionalismo econômico e protecionismo – incluindo uma ameaça de tarifas de 25% sobre todos os produtos canadenses.

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“Precisamos levar essa ameaça extremamente a sério”, disse ela em uma carta de despedida, em que questionou se o governo entende a “gravidade do momento”.

Freeland, ex-repórter do jornal britânico Financial Times, já havia recebido elogios por navegar no processo de renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte durante o primeiro governo Trump. A renúncia de um aliado-chave levou Ottawa ao caos e à retirada do apoio do New Democratic, um partido menor que havia mantido os liberais no poder, ao primeiro-ministro.

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