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Professor da USP e de Harvard é preso nos EUA após episódio polêmico perto de sinagoga

Carlos Portugal Gouvêa foi detido após disparar com uma arma de chumbinho nas imediações de um templo judaico. Ele nega

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 7 out 2025, 21h16 - Publicado em 5 out 2025, 09h43

Um episódio envolvendo o advogado e professor Carlos Portugal Gouvêa, nome de destaque no meio jurídico brasileiro e docente da Faculdade de Direito da USP e da Universidade Harvard, provocou perplexidade entre colegas e alunos. Gouvêa foi detido pela polícia na vila de Brookline, em Massachusetts, nos Estasod Unidos, na última quarta-feira 1, após ser visto atirando com uma arma de chumbinho nas proximidades da sinagoga Beth Zion, localizada no mesmo bairro em que vive.

De acordo com o portal Brookline.news, que divulgou o caso no sábado 4, funcionários da sinagoga acionaram a polícia ao perceberem que o professor mirava em direção ao prédio. O incidente ocorreu em um momento de tensão crescente no país, com o aumento de episódios de antissemitismo registrados por organizações judaicas norte-americanas.

Ao ser abordado, Gouvêa teria explicado aos agentes que não se tratava de um ataque, mas de uma tentativa de “espantar ratos” que, segundo ele, infestavam a área ao redor de sua residência, vizinha ao templo religioso. Levado à delegacia, o professor prestou depoimento e foi liberado, mas deverá responder a processo em solo americano.

Quem é Carlos Portugal Gouvêa?

Carlos Portugal Gouvêa é livre-docente em Direito Comercial pela USP, doutor em Direito por Harvard e já foi pesquisador visitante em Yale, duas das universidades mais prestigiadas do mundo. Especialista em Direito Empresarial, Contratos e Governança Corporativa, ele também preside o IDGlobal, centro de estudos voltado a temas socioambientais, e integra o Fórum Nacional das Ações Coletivas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A notícia da detenção causou espanto no meio acadêmico e jurídico, onde o professor é reconhecido por sua atuação em temas de ética, sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Até o momento, nenhuma das universidades envolvidas se pronunciou oficialmente sobre o caso que reacende o debate sobre intolerância religiosa e antissemitismo, ainda que o professor negue qualquer motivação discriminatória. As investigações da polícia de Brookline devem esclarecer se os disparos foram, de fato, um ato isolado — ou se havia intenção de intimidação a um espaço de fé judaica.

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Entidades se pronunciaram

Em nota, a USP repudiou a notícia, qualificando-a como “insinuações maldosas e distorcidas contra o docente” . “O envolvimento do Professor Carlos Pagano Botana Portugal Gouvêa em recente evento doméstico, ocorrido nos Estados Unidos – que ganhou dimensões desproporcionais em razão de, supostamente, ter conotações antissemitas – comporta esclarecimentos. Em primeiro lugar, destaque-se que a Sinagoga vizinha à sua casa, relacionada ao incidente de segurança, divulgou nota pública afastando, por completo, ter se tratado de ocorrência antissemita. Além disso, o professor tem afinidades, inclusive laços familiares, com a comunidade judaica. Registre-se, ainda, que o Professor Carlos Portugal Gouvêa possui histórico posicionamento em defesa dos Direitos Humanos. O Professor Carlos Portugal Gouvêa, do Departamento de Direito Comercial, tem atividade acadêmica pautada pela competência técnica, dedicação à docência e à pesquisa e elevado profissionalismo. Por tudo isso, a Faculdade de Direito da USP repudia as insinuações maldosas e distorcidas lançadas contra o seu docente, Professor Carlos Pagano Botana Portugal Gouvêa”, comunicou.

A sinagoga também se pronunciou dizendo que não tem motivos para acreditar que este tenha sido um evento antissemita. “Independentemente da motivação, tratamos a situação como perigosa na época e reagimos de acordo. Fomos informados de que ele disse estar atirando em ratos; a janela de um carro estacionado na Beacon foi atingida. Era potencialmente perigoso usar uma arma de pressão em um local tão populoso, mas não parece ter sido motivado por antissemitismo. Seu caso seguirá para o sistema judicial.”

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