Protestos contra o ICE se espalham pelos EUA e ativistas pedem greve nacional
Manifestantes pedem 'apagão' nesta sexta-feira por conta de ações violentas do governo na fiscalização da imigração
Ativistas nos Estados Unidos convocaram uma paralisação nacional nesta sexta-feira, 30, sob o lema “sem trabalho, sem escola e sem compras”, em protesto contra as recentes ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), alvo de críticas crescentes após uma série de ações violentas, incluindo mortes, durante operações federais sob o governo de Donald Trump.
O chamado “apagão” faz parte de um movimento não violento que busca pressionar autoridades a reformar o ICE e responsabilizar agentes envolvidos em operações agressivas. Entre os casos que reacenderam a indignação estão os assassinatos de Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis; Keith Porter, em Los Angeles; e Silverio Villegas González, em Illinois.
Em Minnesota, estudantes universitários lideram os protestos. “Estamos convocando esta greve para transformar a experiência de Minnesota em um movimento nacional”, afirmou Kidus Yeshidagna, presidente da União de Estudantes Etíopes da Universidade de Minnesota. Ele destaca que ações econômicas, como fechamento de empresas e boicotes, são ferramentas para exigir justiça e reforma.
A mobilização não se limita a Minnesota. Em Filadélfia, Nova York, Boise e Columbus, manifestantes se reúnem em prefeituras, tribunais e assembleias estaduais. Escolas e universidades na Flórida, Califórnia e Arizona registram paralisações, enquanto estudantes e professores participam de atos em parques e praças. Em Knoxville, Tennessee, alunos do ensino médio cantam e seguram cartazes com mensagens contra o ICE, afirmando que a educação não deve ser um espaço de medo.
A greve ocorre em meio a um impasse no Congresso, onde democratas e alguns republicanos se opõem a projetos de lei que incluam financiamento para o Departamento de Segurança Interna, responsável pelo ICE. Entre as propostas de reforma estão a exigência de mandados judiciais para prisões e a proibição do uso de máscaras por agentes federais.






