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Putin sugere que Ucrânia seja gerida pela ONU até trocar Zelensky por líder ‘competente’

Presidente russo disse que há precedentes internacionais para que país passe a ser tutelado e falou em discutir plano com EUA e Europa

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 28 mar 2025, 10h52 - Publicado em 28 mar 2025, 10h52

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu nesta sexta-feira, 28, que o governo da Ucrânia deve ser temporariamente colocado sobre controle das Nações Unidas para eleger, no lugar de Volodymyr Zelensky, um líder mais “competente”. Em discurso à tripulação de um submarino movido a energia nuclear em Murmansk, o chefe do Kremlin disse que uma administração poderia ser discutida “com os Estados Unidos, com os países europeus e, claro, com nossos parceiros e amigos”.

“Isso seria para realizar eleições democráticas, para levar ao poder um governo mais competente e confiável para o povo e então começar as negociações sobre um acordo de paz e assinar documentos legítimos”, concluiu ele.

A proposta, segundo Putin, seria apenas uma das opções para o futuro da Ucrânia. Ele pontuou, contudo, que há precedentes internacionais para que o país passe a ser tutelado pelas Nações Unidas, citando os casos do Timor Leste e de partes da extinta Iugoslávia. Em resposta, Andriy Yermak, chefe de gabinete presidencial ucraniano, acusou Moscou de tentar dar continuidade à guerra e ignorar as tentativas de alcançar a paz. Sob uma controversa mediação de Washington, Moscou e Kiev discutem caminhos para encerrar o conflito.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos anunciaram acordos separados com ambos os países para interromper ataques no Mar Negro e contra alvos energéticos, vistos como um passo em direção a um cessar-fogo mais amplo à guerra que já dura três anos. No entanto, a troca de acusações de violação do pacto expõem a fragilidade da trégua, uma vez não ficou claro se as moratórias seriam implementadas imediatamente após o comunicado americano.

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Críticas a Zelensky

A Rússia alega que Zelensky é um líder ilegítimo, já que seu mandato expirou em maio do ano passado. No entanto, não houve pleito porque a Ucrânia está sob lei marcial desde que foi invadida pelas tropas russas em fevereiro de 2022. Mesmo assim, Moscou não o considera um representante válido para as tratativas sobre o fim da guerra.

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Em consenso entre todos os partidos ucranianos com presença no parlamento, a permanência de Zelensky no cargo durante o período crítico foi respaldada. O presidente do país, por sua vez, prometeu deixar o cargo após a guerra, mas também estabeleceu condições: o fim permanente do conflito e a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental que Putin considera uma ameaça existencial.

Em fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou Zelensky de “ditador sem eleições” e o instou a “agir rápido ou não terá mais um país”. Em sua rede social, a Truth, o republicano completou que “ama” a Ucrânia, mas que seu líder, a quem chamou de “um comediante modestamente bem-sucedido” (ele era ator antes de ser eleito presidente), “fez um trabalho terrível”.

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