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Reino Unido e França propõem trégua parcial de um mês na Ucrânia, diz Paris

Declaração segue vexatório encontro entre Zelensky e Trump, que impulsionou diplomacia europeia a se movimentar em torno de Kiev

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 3 mar 2025, 10h46 - Publicado em 3 mar 2025, 09h01

A França e o Reino Unido estão propondo uma trégua parcial de um mês entre a Rússia e a Ucrânia, cobrindo ataques aéreos, marítimos e contra infraestruturas de energia, anunciou o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira, 3. Um eventual acordo, no entanto, não incluiria combates terrestres.

A declaração segue um vexatório encontro entre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impulsionou a diplomacia europeia a se movimentar em torno de Kiev. Durante a reunião na Casa Branca, na semana passada, Zelensky disse que seu país “está sozinho” e precisa de “garantias de segurança” — em resposta, Trump acusou o líder europeu de ser “ingrato” e que a Ucrânia “não está vencendo” a guerra.

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“Tal trégua na infraestrutura aérea, marítima e energética nos permitiria determinar se o presidente russo Vladimir Putin está agindo de boa fé ao se comprometer com uma trégua. E é aí que negociações de paz reais podem começar”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, nesta segunda-feira.

No domingo, após um encontro entre líderes europeus, Macron e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, já haviam detalhado algumas partes da proposta, que ainda tem pontos a serem esclarecidos — à exemplo do monitoramento de ataques.

“Aos meus olhos, isso só pode ser possível com a Otan ou pelo menos o comando da Otan e então os sistemas Patriot, mísseis de longo alcance e aviação, que a Ucrânia não tem”, disse um diplomata europeu. “E você tem que negociar com a Rússia para que ela não realize ataques massivos”, disse Macron.

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Segundo Starmer, “tivemos três anos de conflito sangrento e agora precisamos chegar à paz duradoura”. À BBC, ele acrescentou que “mais um ou dois países” podem se juntar ao plano diplomático que será apresentado aos Estados Unidos. Segundo o premiê, o presidente russo, Vladimir Putin, “não é confiável” e “o pior dos cenários seria chegarmos a uma pausa temporária, e depois Putin voltar”.

Starmer, no entanto, não comentou como o plano abordaria a situação de regiões já ocupadas pela Rússia na fronteira com a Ucrânia, ou a indefinição sobre o futuro da Crimeia, no Mar Negro, anexada pelos russos desde 2014. A cessão ou devolução de territórios ucranianos é considerada o ponto central das negociações para o fim do conflito no leste europeu.

Questionado sobre a postura dos EUA, Starmer disse que se sentiu “desconfortável” assistindo ao encontro entre Trump e Zelensky, mas acrescentou que o presidente americano também tem o objetivo de negociar a paz na Ucrânia. Trump, que se aproximou de Putin durante seu primeiro mandato presidencial e voltou a elogiar o líder russo após seu retorno à Casa Branca, vem culpando a crise do endividamento público dos EUA no envio massivo de dinheiro, armamentos e auxílio humanitário à Ucrânia.

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Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, o governo americano gastou cerca de 183 bilhões de dólares em apoio aos ucranianos, segundo o Pentágono — outras estimativas, como do think tank alemão Kiel Institute, calculam que o valor gira em torno de 120 bilhões de dólares, enquanto o próprio Trump alega que mais de 350 bilhões foram gastos com a guerra durante a presidência de Joe Biden.

Também neste domingo, Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou em entrevista a uma emissora local que as políticas externas dos EUA sob Trump estão alinhadas aos objetivos da Rússia. “A nova administração dos EUA está mudando rapidamente todas as configurações de política externa, e isso coincide em grande parte com a nossa visão”, declarou.

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