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Starmer propõe enviar soldados britânicos à Ucrânia

Ele é o primeiro líder europeu a se comprometer com a 'força de manutenção de paz' de Zelensky, sinal de que continente sabe que precisará se virar sem os EUA

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 fev 2025, 09h11

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, tornou-se nesta segunda-feira, 17, o primeiro líder europeu a dizer que está pronto para colocar soldados nacionais na Ucrânia, para compor uma “força de manutenção da paz”. Pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a unidade militar seria uma garantia extra de segurança ao seu país no caso de um acordo de cessar-fogo com a Rússia, uma realidade cada vez mais possível diante do impulso pelas negociações do governo Donald Trump, nos Estados Unidos.

Os comentários de Starmer ressaltaram uma percepção crescente entre as nações europeias. Enquanto Washington trabalha sozinha com Moscou sobre um possível fim para o conflito de três anos, elas precisarão desempenhar um papel maior para garantir tanto a segurança da Ucrânia quanto a do continente.

Starmer, que deve viajar para Washington para se encontrar com Trump na próxima semana, defendeu que é preciso trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos durante coletiva de imprensa no domingo. Ele disse que o Reino Unido está pronto para desempenhar um papel de liderança nas garantias de segurança para a Ucrânia, incluindo colocar “nossas próprias tropas no solo, se necessário”.

“O fim desta guerra, quando chegar, não pode se tornar apenas uma pausa temporária antes que Putin ataque novamente”, ele escreveu no jornal Daily Telegraph.

Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, também disse nesta segunda-feira estar considerando contribuir para as forças de manutenção da paz do pós-guerra na Ucrânia. Mas, para ele, as negociações para encerrar o conflito precisariam progredir antes que qualquer decisão desse tipo fosse tomada.

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E a Europa nisso?

Trump surpreendeu a Ucrânia e os aliados europeus na semana passada quando anunciou que havia conversado por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, sem consultá-los, para discutir o fim da guerra.

Esse esforço deve avançar nesta semana; autoridades dos Estados Unidos e da Rússia se encontrarão na terça-feira para tratativas na Arábia Saudita, que disse que atuaria como mediadora.

O enviado de Trump para a Rússia e a Ucrânia, Keith Kellogg, afirmou no último sábado que a Europa não teria um assento à mesa das negociações de paz. Washington também enviou um questionário às capitais europeias, para perguntar com o que elas poderiam contribuir no campo das garantias de segurança de Kiev.

Nesta segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, receberá em Paris líderes da Alemanha, Itália, Reino Unido, Polônia, Espanha, Holanda e Dinamarca para uma cúpula emergencial, onde discutirão a questão da Ucrânia juntamente com a liderança da União Europeia e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

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