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Tempestade Leonardo atinge Portugal e Espanha e gera pedidos de adiamento de eleição

Chuvas e ventos fortes deixaram ao menos um morto e mais de 7.000 pessoas desalojadas na Espanha e em Portugal

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 11h30 •
  • A tempestade Leonardo voltou a atingir partes da Espanha e de Portugal nesta sexta-feira, 6, com chuvas e ventos fortes, deixando ao menos um morto e mais de 7.000 pessoas desalojadas. A situação provocou uma série de pedidos para que o segundo turno das eleições presidenciais de Portugal, marcado para o próximo domingo, 8 de fevereiro, fosse adiado.

    O governo português prorrogou o estado de calamidade em 69 municípios até meados de fevereiro devido às fortes chuvas que atravessaram a Península Ibérica ao longo da semana.

    Em Portugal, as autoridades confirmaram a morte de um homem. No sul do país, grande parte da cidade de Alcácer do Sal, à beira do rio Sado, permaneceu semi-submersa pelo terceiro dia consecutivo.

    No Porto, segunda maior cidade de Portugal, o rio Douro transbordou nas primeiras horas desta sexta-feira, causando pequenas inundações nos terraços dos cafés localizados à beira do rio.

    Já no território espanhol, o rápido aumento do nível do rio Guadalquivir levou mais de 7.000 pessoas a deixarem suas casas. Uma das localidades mais afetadas é Grazalema, vila montanhosa no sul do país, onde cerca de 1.500 habitantes foram evacuados após a infiltração de água em residências e ruas íngremes.

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    O presidente da região da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, afirmou que os aquíferos nas montanhas de Grazalema estavam cheios e poderiam provocar deslizamentos de terra. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou visita às áreas atingidas para acompanhar a resposta emergencial.

    A agência meteorológica AEMET alertou que outra tempestade, Marta, atingiria a Península Ibérica no sábado, trazendo mais chuvas fortes.

    Eleição em Portugal

    Após um primeiro turno acirrado em janeiro, António José Seguro, do Partido Socialista, e o ultradireitista André Ventura, líder do Chega, protagonizam a primeira vez em 40 anos que a eleição nacional não foi decidida durante uma única votação. Seguro somou quase 31% dos votos, enquanto o adversário teve 23%.

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    Um levantamento do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, indica que o socialista deve vencer com folga no próximo dia 8, somando 70% das intenções de voto, contra 30% de Ventura. A pesquisa mostra que o eleitorado está praticamente decidido, com apenas 5% de indecisos.

    Se confirmado, o resultado superaria os 60% obtidos por Marcelo Rebelo de Sousa em 2021 e ficaria pouco atrás dos 70,4% de Mário Soares, o recorde em uma votação no país.

    Seguro, de 63 anos, chegou a ser líder do Partido Socialista, mas abandonou brevemente a vida política após perder a liderança em 2014 para o ex-premiê António Costa. Ele é mestre em Ciência Política pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa.

    O Chega, partido de Ventura, tem apenas sete anos, mas teve um crescimento rápido de popularidade. Entre as suas bandeiras, estão agendas anti-imigração e antissemitas, se somando a uma onda de conservadorismo que tem se expressado também em outros países europeus. O candidato de extrema-direita que disputa o voto dos portugueses é um dos fundadores da sigla.

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