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Trump anuncia tarifas de 25% sobre carros importados

Medida pode aumentar significativamente o preço final para consumidores, já que metade de todos os veículos vendidos nos EUA vem de outros países

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 26 mar 2025, 18h52 - Publicado em 26 mar 2025, 18h32

O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 26, que irá impor tarifas de 25% sobre carros importados para os Estados Unidos, de forma “permanente”, até o final de seu mandato. O imposto se aplica a carros e caminhões já montados que forem enviados a território americano e inclui até marcas americanas que são montadas no interior.

“Isso continuará a estimular o crescimento”, disse Trump a repórteres. “Nós efetivamente cobraremos uma tarifa de 25%”.

Com a medida, o governo espera arrecadar US$ 100 bilhões em receitas fiscais. O preço final para consumidores, no entanto, pode aumentar significativamente, já que metade de todos os veículos vendidos nos EUA vem de outros países.

As novas tarifas também podem pressionar a Europa a retaliar, visto que a indústria automotiva europeia já vem sofrendo abalos — a Alemanha, maior economia da Europa, por exemplo, envia aos EUA veículos de marcas como Volkswagen, Mercedes-Benz, BMW e Porsche. Quase um em cada três veículos da Porsche é exportado para os Estados Unidos, enquanto um em cada seis BMWs é enviado para lá.

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“Precisaremos avaliar a ação tomada pelos EUA e manter uma abordagem flexível para calibrar nossa resposta adequadamente”, disse Maros Sefcovic, comissário de comércio da Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, em um discurso recente.

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Os carros, no entanto, são apenas um setor que enfrenta tarifas. Além dos impostos sobre aço e alumínio, os Estados Unidos estão planejando anunciar o que o governo chama de tarifas “recíprocas” na próxima quarta-feira.

“Vamos aplicar isso a todos os países (…) Acho que as pessoas ficarão muito surpresas. Será, em muitos casos, menor do que a tarifa que eles vêm nos cobrando há décadas. Então, acho que as pessoas ficarão muito, muito surpresas”, disse Trump nesta quarta-feira.

Em documento enviado ao Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o governo brasileiro alertou que a perspectiva de um tarifaço sobre o Brasil pode “prejudicar gravemente” a relação comercial entre os dois países. O instrumento funciona como uma forma de retaliação comercial: os Estados Unidos passarão a cobrar sobre importações estrangeiras o mesmo percentual de taxas que esses países aplicam sobre produtos americanos.

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Segundo o banco Bradesco, a tarifa média brasileira de importação para os Estados Unidos é de 11,3%, com alíquotas mais elevadas para bens de consumo e quase inexistentes para combustíveis. Em contrapartida, as tarifas aplicadas pelos americanos aos produtos brasileiros são significativamente mais baixas, com uma média de apenas 2,2%. No entanto, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), ressaltou que a tarifa efetivamente aplicada pelo Brasil no comércio com os Estados Unidos é de apenas 2,7% em média, abaixo do índice nominal de 11,3%.

No documento, que foi protocolado em 11 de março, o governo brasileiro estimou em US$ 7,4 bilhões (cerca de R$ 42,18 bilhões) o prejuízo com as tarifas, o que é equivalente ao superávit registrado pelos Estados Unidos com o Brasil no ano passado. O destaca que as taxas pesariam sobre a integração das cadeias produtivas entre os dois países e afetariam os negócios dos americanos.

“Os Estados Unidos desfrutaram de um superávit comercial consistente com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, acumulando um superávit total de US$ 160 bilhões em bens e mais de US$ 410 bilhões em bens e serviços, de acordo com as estatísticas dos EUA”, disse a declaração.

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