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Trump, Clinton e mais: o que mostram os novos documentos do caso Epstein

Leva de fotos e e-mails faz tremer os círculos do poder, deixando o presidente americano de topete em pé em relação ao que mais está por vir

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 dez 2025, 06h00 • Atualizado em 24 dez 2025, 09h42
  • Ainda na batalha pela Casa Branca, Donald Trump lançou uma daquelas promessas de campanha da qual sua base conservadora mais fiel, a turma MAGA, do “Make America Great Again”, jamais se esqueceu — e cobrou: ele abriria os arquivos de Jeffrey Epstein, o milionário financista que formou um poderoso networking, com políticos de elevado escalão, celebridades no auge da fama e até um Windsor — o príncipe Andrew, hoje sem títulos de nobreza, sem patentes militares, nem sequer um palácio para chamar de seu, justamente pela criminosa teia em que se meteu (leia na pág. 67). Em 2019, Epstein foi condenado por abuso e tráfico sexual de menores — meninas que ele aliciava com a ajuda da promotora de eventos e comparsa Ghislaine Maxwell, agora presa, recrutando-as como “massagistas” e oferecendo-as para amigos das altas-rodas. Por tudo isso, sempre que uma leva de documentos em torno do caso vem à baila — não porque Trump queira, mas por ser pressionado a fazê-­lo —, gente de alta estirpe treme, como o próprio presidente, com quem Epstein, que se suicidou logo depois de detido, manteve longeva amizade.

    NO FOCO - Clinton à vontade na roda do financista: imagens incômodas
    NO FOCO - Clinton à vontade na roda do financista: imagens incômodas (U.S. Department of Justice/.)

    Pois desde a sexta-feira 19, quando o Departamento de Justiça começou a trazer à luz novos trechos de processos, fotos e e-mails, a temperatura disparou no gélido inverno do Hemisfério Norte. Desta vez, as menções a Trump não foram comprometedoras como as divulgadas um mês atrás — “ele passou horas na minha casa com uma jovem”, dizia Epstein em uma mensagem. Mas a papelada reforça os estreitos laços que já uniram o então magnata, hoje no poder, e o financista, rompidos nos anos 2000: Trump aparece em ligações e em fotografias, além de ser citado em documento da década de 1990, quando teria sido apresentado a uma menina de 14 anos e ouvido de Epstein: “Essa é boa, né?”. Em um bilhete de 2019, o ex-amigo parece se referir outra vez a ele: “Nosso presidente compartilha nosso amor por garotas jovens e núbeis”. O assunto, para alívio da Casa Branca, para por aí.

    A abertura do material foi viabilizada por um esforço de democratas e de uma ala de republicanos, cada qual de olho no quinhão do tesouro sobre o submundo de Epstein que pode manchar a biografia do lado oposto do ringue. Apesar de informações censuradas, sob o argumento de preservar investigações federais e as próprias vítimas, o baú exibe foto que sugere pela primeira vez a entrada em cena de crianças pequenas e mostra figurões que batiam ponto nas propriedades do milionário — Michael Jackson, Mick Jagger, o profeta da direita Steve Bannon e Bill Clinton, o ex-presidente, que na coleção de imagens ora surge com uma loura acomodada no colo, ora boia bem à vontade em uma banheira com outra (todas com o rosto ocultado). “Clinton é usado como bode expiatório para proteger a Casa Branca do que ainda pode aparecer”, defendeu seu porta-voz. Trump passou anos alimentando a versão de que haveria uma lista de democratas atolados na lama do universo de Epstein, insuflando sua base ávida por um escândalo na banda inimiga, sem nunca dar provas do que dizia. Agora é ele que se vê de topete em pé, à espera do que mais está por vir.

    Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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