Vídeo: EUA interceptam petroleiro ligado à Venezuela que driblou bloqueio ordenado por Trump
Navio sancionado é a oitava embarcação apreendida desde dezembro
As Forças Armadas dos Estados Unidos interceptaram no Oceano Índico um petroleiro ligado à Venezuela que havia conseguido escapar do bloqueio imposto pelo presidente Donald Trump a embarcações sancionadas que operam no Caribe. A informação foi confirmada pelo Pentágono nesta segunda-feira, 9.
Em publicação na rede social X, o Pentágono declarou que embarcação, identificada como Aquila II, havia sido sancionada pelo governo americano e “operava em desafio ao bloqueio estabelecido pelo presidente Trump”, tendo fugido da região do Caribe antes de ser “rastreada e perseguida” até a abordagem final em águas do Índico. A operação foi conduzida pelo Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos (Indopacom).
A postagem incluiu um vídeo que mostra militares americanos descendo por cordas de um helicóptero até o convés do navio.
Em comunicado, o Departamento de Defesa americano destacou que “nossas Forças Armadas os encontrarão e farão justiça”.
“Eles ficarão sem combustível muito antes de conseguirem escapar de nós”, afirmou a pasta.
Esta é a oitava embarcação apreendida pelos Estados Unidos desde que Trump determinou, em dezembro, o bloqueio a petroleiros sancionados que partam ou tenham como destino a Venezuela. É também o segundo caso de interceptação fora do Caribe após um navio conseguir driblar a vigilância naval americana. No mês passado, um petroleiro vinculado à Rússia, que havia zarpado da Venezuela, foi apreendido no Atlântico Norte.
Desde o fim de 2025, Washington mantém uma ampla mobilização naval no Caribe, oficialmente voltada ao combate ao narcotráfico, mas que passou a incluir operações contra a chamada “frota fantasma” — um conjunto de petroleiros usados por diferentes países para contornar sanções internacionais, especialmente as impostas à Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).
O governo americano justifica as ações alegando que essas embarcações violam normas internacionais, operam sob “bandeiras de conveniência” e navegam com transponders desligados para ocultar a origem e o destino das cargas.
Essa mobilização naval também teria colaborado com operações que resultaram na detenção de Nicolás Maduro em um ataque realizado em 3 de janeiro, na Venezuela.
Apesar da escalada, autoridades americanas admitem que os navios interceptados representam apenas uma fração do sistema de evasão de sanções. “É uma porcentagem muito pequena”, afirmou o contra-almirante David Barata em audiência no Congresso neste mês.





