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Vídeo: ‘mini tsunami’ na Argentina deixa mais de 30 feridos e resulta em morte

Episódio ocorreu na costa atlântica argentina, atingindo as cidades de Mar del Plata, Santa Clara del Mar e Mar Chiquita

Por Flávio Monteiro
13 jan 2026, 12h39 • Atualizado em 13 jan 2026, 13h39
  • Um homem de 29 anos morreu e pelo menos 35 pessoas ficaram feridas durante uma elevação repentina do nível do mar em Mar Chiquita, na costa da Argentina, caracterizada como um “mini tsunami”. O episódio aconteceu na segunda-feira 12 e também afetou outras cidades litorâneas na região, como Mar del Plata e Santa Clara del Mar, levando a Defesa Civil a realizar dezenas de operações de resgate.

    O fenômeno aconteceu durante uma tarde quente de verão na costa argentina, com as praias lotadas em meio a temperaturas que ultrapassavam os 38ºC. De acordo com testemunhas, a série de ondas de grande intensidade ocorreu após uma incomum maré baixa, surpreendendo os presentes no local.

    A força da água arrastou tudo em seu caminho. Cadeiras de praia, guarda-sóis e outros pertences pessoais foram puxados pelo mar em questão de segundos. Salva-vidas em atuação no local afirmaram que a água avançou mais de 50 metros sobre a faixa de areia. Uma operação emergencial de resgate foi acionada e, no final, 35 pessoas deixaram o local com escoriações e cortes, mas sem ferimentos graves.

    A Defesa Civil confirmou que se tratava de uma onda repentina e inesperada, com muitas autoridades da região definindo o episódio como um “mini tsunami” ou uma “super onda”. Informações da diretora de Segurança nas Praias de Mar Chiquita, Andrea Lezcano, indicam que o fenômeno surpreendeu toda a costa do distrito, indo da cidade litorânea até Santa Clara.

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    Tragédia

    A vítima fatal foi identificada pelo jornal argentino La Nación como Yair Manno, um atleta de hipismo que estava em um setor da lagoa de Mar Chiquita quando foi surpreendido pela correnteza. Testemunhas afirmam que Manno caminhava com água na altura dos joelhos e estava a poucos metros de sua companheira quando perdeu o equilíbrio e caiu, abalado pelas fortes ondas.

    “Havia seis pescadores e um banhista que estava com a água nos joelhos; formou-se uma onda e os arrastou em direção ao setor da reserva, do outro lado da lagoa”, afirmaram responsáveis pelo atendimento local.

    Após ser arrastado pela correnteza, Manno chegou a ser socorrido por pescadores próximos. Um barco de excursões chegou posteriormente com um salva-vidas e um desfibrilador, mas era tarde. O jovem chegou a ser levado a uma unidade de saúde, mas sem sinais vitais.

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    O falecimento do atleta de 29 anos foi confirmado pelo diretor da Defesa Civil da província de Buenos Aires, Fabián García, e o caso é investigado pelo promotor Ramiro Anchou, do Departamento Judicial de Mar del Plata. Até o momento, o inquérito aponta para óbito por asfixia decorrente de afogamento. De acordo com pessoas próximas, Manno não sabia nadar.

    A morte do atleta ocorreu na foz da lagoa de Mar Chiquita, em uma área com fortes correntes marítimas, conhecida por ser um dos pontos de pesca mais frequentados da região. Segundo um salva-vidas presente no local, a força do mar arrastou Manno para longe do posto de segurança até uma zona mais profunda.

    Natural de Mar Chiquita, o jovem de 29 anos morava na França há mais de oito anos. Ele mantinha laços com sua cidade natal e havia vindo passar as férias lá junto à namorada francesa. Manno era um atleta de destaque no Enduro Equestre, corrida a cavalo de longa distância, e ocupava a 365ª posição no ranking mundial do FEI Endurance Open Riders. Em 2024, ele chegou a ser o melhor atleta da Confederação Pan-Americana de Esportes Equestres, nomeado como o 19º do ranking.

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    Litoral turbulento

    Outras cidades no litoral argentino também sofreram com a súbita alta no nível do mar. Em Santa Clara del Mar, um banhista chegou a sofrer uma parada cardíaca durante a confusão. O homem foi reanimado ainda na praia, antes de ser levado de ambulância para Mar del Plata, onde foi internado. Atualmente, seu estado de saúde é estável e não há risco de morte.

    Em El Torreón, o salva-vidas Maximiliano Prensky disse nunca ter visto nada igual. “Retiramos seis ou sete idosos e, com apitos, tiramos as pessoas da água”, conta. De acordo com Prensky, até nadadores experientes precisaram ser resgatados devido à subida abrupta do nível do mar. “Formou-se um ‘buraco negro’ na ponta do molhe. O que se viveu aqui, nunca tínhamos visto”, concluiu.

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