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A explicação para o ‘jogo duplo’ de Ciro Nogueira

Pressionado por uma disputa apertada no Piauí, senador testa aproximação com Lula e expõe as contradições do jogo eleitoral de 2026

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 fev 2026, 13h54 | Atualizado em 10 fev 2026, 15h11
  • O tabuleiro político começou a se mover com mais clareza — e menos pudor — nos bastidores de Brasília. No Ponto de Vista desta terça, 10, apresentado por Marcela Rahal, o colunista Robson Bonin detalhou o que aliados já descrevem como um “jogo duplo” do senador Ciro Nogueira, uma das figuras centrais do bolsonarismo no Congresso (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Embora negada publicamente, a tentativa de aproximação com o governo federal passou a ser tratada como fato consumado entre lideranças políticas do Piauí, onde o senador enfrenta uma eleição considerada das mais difíceis de sua carreira.

    Por que Ciro Nogueira resolveu acenar para Lula?

    Segundo Bonin, a equação é simples e brutal: quem tem voto hoje no Piauí é o presidente Lula. Para seguir no jogo político com mandato, Ciro precisa dialogar com as forças que controlam o eleitorado local — mesmo que isso signifique flertar com o principal adversário nacional de seu grupo político.

    O movimento, mantido em banho-maria por meses, tornou-se insustentável quando aliados passaram a confirmar a estratégia, já incomodados com a ambiguidade do senador.

    É traição ou puro pragmatismo?

    A dúvida permanece. Bonin evita rótulos fáceis: apenas Ciro Nogueira sabe se a iniciativa foi um gesto calculado de sobrevivência política ou uma ruptura silenciosa com o bolsonarismo. O fato é que a tentativa de oferecer “serviços” ao governo Lula, enquanto mantém influência entre aliados conservadores, escancara o grau de pragmatismo que domina o cenário pré-eleitoral.

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    Ideologia, nesse contexto, vira artigo de luxo. O critério passa a ser outro: onde estão os votos e quem pode entregá-los.

    O bolsonarismo segura Ciro no Nordeste?

    Embora influente nacionalmente, Ciro enfrenta um obstáculo geográfico e político. O bolsonarismo tem desempenho limitado no Piauí, o que reduz a margem de manobra do senador. Diferentemente de estratégias como a de Carlos Bolsonaro, que busca redutos mais favoráveis fora de seu estado, Ciro está amarrado ao próprio território — onde a força eleitoral do lulismo é determinante.

    O que essa costura revela sobre 2026?

    Para Mauro Paulino, o caso ilustra um fenômeno mais amplo: a eleição será decidida voto a voto, estado por estado. Isso obriga lideranças a calibrar discursos, gestos e alianças com extremo cuidado. Não há espaço para declarações improvisadas ou movimentos simbólicos sem lastro eleitoral.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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