A promessa do governador do Tocantins para voltar ao cargo
Segunda Turma do STF forma maioria de 3 a 0 para referendar liminar de Nunes Marques que suspendeu afastamento de Wanderlei Barbosa
A Segunda Turma do STF já formou maioria de 3 a 0 no plenário virtual para referendar decisão liminar do ministro Kassio Nunes Marques que suspendeu o afastamento do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). Ainda precisam votar Gilmar Mendes e Dias Toffoli, e o julgamento vai até as 23h59 desta quinta-feira.
Barbosa reassumiu o cargo na última sexta-feira, com a liminar do relator do processo que investiga um suposto esquema envolvendo a compra de cestas básicas para distribuição pela secretaria de Assistência Social do estado.
A decisão de Nunes Marques suspende o afastamento do governador até a conclusão do mérito do julgamento principal sobre as acusações que pesam contra ele.
O Radar apurou que Barbosa desistiu do roteiro que vinha aventando para as eleições de 2026 – com a possibilidade de deixar o governo até abril para disputar uma vaga no Senado – e decidiu permanecer no cargo até o fim do ano que vem.
Nos bastidores, ele já indicou que a tendência é apoiar a candidatura da senadora Dorinha Seabra (União Brasil) para sucedê-lo.
Com essa decisão, Barbosa poderia se tornar o primeiro governador do Tocantins em vinte anos a concluir um mandato. O cálculo é simples: ficando na cadeira, ele mantém o foro privilegiado ao menos até o fim de 2026, em meio à investigação que se desenrola no Supremo.







